Intolerância - Redes Sociais

A intolerância social não é coincidência

Intolerância digital

Primordialmente, é o alimento essencial das redes sociais. A maioria delas premia a intolerância, esconde ícones de “Não Curti” e dá significados diferentes para outras manifestações. Talvez, seja este o oxigênio de que precisam, para crescer e sobreviver. Assim como a violência alimentou torcidas organizadas e o fanatismo religioso alimenta a discórdia e guerras.

Redes Sociais

Conforme um conhecido de rede social, considerações sobre a “lógica” de comportamento de programas de computador, são reproduzidas na nossa sociedade incluída “digitalmente”. Redes sociais como Facebook, Netflix, Spotify, Google e outros, usam de algoritmos de “aproximação”. O que leva seus usuários à ilusão de serem “únicos” e mais inteligentes, Certamente não percebem que perderam a privacidade, a identidade, a personalidade e até o caráter.

Eu, da mesma forma, uso isso em alguns sites e domínios que sou responsável.

Por exemplo,  se você procura pelo preço de um tênis ou qualquer outro tema, comercial ou não, quando for visitar os sites que mantenho, terá ANÚNCIOS comerciais do que você procurou. Essa “inteligência” é fácil de implementar. Conta com a preguiça mental das pessoas, com o imediatismo e a pressa dos usuários de redes sociais.

Teleguiados

Além disso, sugerem, eu inclusive, que as pessoas estão atuando na linha do “só quero saber do que pode dar certo” e ” só quero saber de quem concorda comigo”.

Não é por acaso que o Facebook demorou uma eternidade para colocar ícones comedidos além do “CURTIR”. Certamente, a demanda sobre o ícone “NÃO CURTI” é enorme. Milhões de pessoas, usuárias de redes sociais no mundo inteiro, percebem isso.

Entretanto, num espaço em que somente aquilo que é desagradável, somente as notícias ruins, as fofocas, os boatos e farsas prosperam, falar a verdade ou ser sincero, vira crime.

Vejam, comparativamente, posts que publico tratam de  DOADORES, e outro que fala sobre o CRIME AMBIENTAL DA SAMARCO. Contudo, fica fácil avaliar a audiência (ibope), interesse e compartilhamentos. É fácil descobrir o que é mais atrativo.

Acrescente-se que prosperam as farsas virtuais, de maneira irresponsável e criminosa.

e-Farsas

Participo e contribuo, na medida em que me é permitido, evitando a proliferação de mentiras, através do site e-farsas.

Dessa forma, cansei de avisar amigos e conhecidos, inicialmente INBOX, da incidência do compartilhamento de mentiras. Fui execrado e recebi mensagem que “você não tem nada a ver com isto“. Imediatamente, abandonei a posição de “só estou avisando que você está compartilhando uma mentira”.

Ao ver que um destes “sábios” das redes sociais compartilhavam uma mentira (PROVADA COMO FARSA), sempre fiz comentários e apontei link que desmascara a mentira.

Qual foi, portanto, as desculpas do compartilhador de farsas (posição adotada por quase todos pegos em flagrante mentira!) ?

– Este pessoal não entende de ironias.

– Você não sabe o que está falando.

– Fulano, de onde saiu este retardado.

A intolerância, que denomino “Fla-Flu” nas redes sociais, ressurgiu nas eleições de 2014 e recrudesceu, criminosamente, desde então.  É notório o aumento perigoso de uma situação de explosão social real, a partir da intolerância no mundo virtual.

Fim do Mundo

Em suma, repito o que escrevi, desde sempre, o clima de ódio (DETESTO e raramente uso esta palavra) instalou-se. Definitivamente, não tem Jesus Cristo que volte à Terra e que possa resolver o assunto…

Ainda não chegamos ao fundo do poço. Quando até o Poder Judiciário exerce intolerância, abuso de poder e lembramos de músicas da Jovem Guarda (Senhor Juiz, pare agora !) é porque ainda estamos caindo.

Vai vendo …

 

Charge: Rico Studio

P. S. – Faço este pedido na página de apresentação, entretanto, gostaria de repeti-lo aqui. Qualquer observação, sugestão, indicação de erro e outros, podem colocar nos comentários aqui ou na página do Facebook

 

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