Dilema do Prisioneiro

Dilema do Prisioneiro Tupiniquim

That´s Brazil

Aqui é Brasil, o filósofo da TV, na década de 70 em Belo Horizonte, chamava-se Olavo Leite Bastos, o Kafunga. O ex-jogador e precursor de todos os comentaristas de arbitragem, não poupava frases feitas. Uma vez que, entre suas preferidas estava “… no Brasil, o errado é que é o certo e o certo é que é errado…”. Cito Kafunga pois vejo que delatores são premiados quando deveriam ser punidos exemplarmente, e estes delatores tem proporcionado um dos maiores dilemas tratados pela filosofia: O Dilema do Prisioneiro.

Delação Premiada

Antes de falar sobre o Dilema do Prisioneiro, sou levado a manifestar minha opinião sobre este tipo de criminoso que leva vantagens até quando faz o papel de caluniador. Este tipo de gente que rouba e depois se apresenta para para delação premiada nem é gente. Ajudam, ao mesmo tempo, a esconder a incompetência das autoridades policiais e judiciárias em investigar e desvendar crimes. Como se não bastasse, ante a ineficiência geral, ainda premiam quem tem interesses escusos, e fica mais crítico quando a Justiça influencia outros Poderes a fazer arranjos em função de delatores.

Dilema do Prisioneiro

Publiquei, pouco tempo atrás, uma explicação sobre este dilema filosófico no texto “Prisioneiro Brasileiro não tem dilema” onde eu demonstrava que somos, de maneira idêntica, todos prisioneiros. Portanto, estava filosofando sobre a prisão em nossas mentes e como somos ´forçados` a praticar a proposta do dilema do prisioneiro, cada vez mais intensamente.

Eu imaginava que o cidadão brasileiro poderia conviver com o dilema do prisioneiro e pensar no que é melhor para o coletivo. Passadas as eleições quase gerais e entre um texto e outro, a prisão de Luis Inácio Lula da Silva, perdi as esperanças. Por outro lado, este texto é publicado na data do aniversário de Lula propositalmente. Entendo que é uma forma de mostrar que o dilema de um prisioneiro não é só dele. Os delatores estão soltos, a Justiça faz vistas grossas e ouvidos moucos, o coletivo vai pagar caro por ações destes inomináveis delatores.

O velho Kafa, se fosse vivo e estivesse na ativa, sem dúvida estaria repetindo a frase indicada no início deste texto e tantas outras que simplesmente reproduziam nossa sociedade tupiniquim. A questão é que, neste momento, tudo é muito mais rápido e o nosso filósofo da TV não daria conta de todas as redes sociais.

Fim do Mundo

O fim do mundo aconteceu em 2012, mesmo que em 2018, após um processo eleitoral eivado de vícios, nenhum dilema do prisioneiro foi resolvido. Mas os delatores foram premiados e a história ficará manchada até morrer muita gente ou Outros mais darem com a língua nos dentes.

Vários exemplos podem ser transpostos para o mundo real, o abuso da indústria pesqueira mundial é o mais real pois todos perdem e poucos ganham. Kleinman estava certíssimo ao falar sobre o pensamento racional  e irracionalidade “… ao escolher proteger e agir pelo próprio interesse, os prisioneiros, na verdade, ficarão numa situação pior…”

Em suma, todos, de uma forma ou de outra, somos prisioneiros e temos nossos dilemas, a questão é ética e moral e cada vez mais individualizada, prejudicando grandes coletivos e extensa parte da sociedade. Parece que a população brasileira, e não somente os eleitores de A ou B, ainda não entenderam o significado de ser prisioneiro.

 

Imagem: Reprodução Internet

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