Twitter - Rede Social

Twitter – Dos males, um dos maiores

Redes Sociais

Redes Sociais viraram uma praga, o Twitter não é exceção, é a regra que confirma que as exceções são poucas.

Qualquer que seja a rede social, para o bem ou para o mal, começa de uma forma e para ficar “viral” traz pra dentro tudo que vai dar “audiência”. Assim como no Orkut, para ser aceito tinha que receber convite, entrei bem no início, e pulei fora quando vi a tragédia que se tornaria.

Não que eu me ache melhor do que os outros, que queira segregar alguém pelo pensamento ou coisa afim. O caso do Orkut é lapidar e não se aplica ao Twitter por algumas características. Senão vejamos, se havia uma comunidade no Orkut do tipo “Eu odeio o Evandro Oliveira”(1), eu poderia entrar lá e ficar observando, vendo quem era quem, daí eu saía e seguia meu caminho.

Assim sendo, estava trilhado o caminho para ter audiência em qualquer rede social. O Facebook, por exemplo, expandiu muito e foi criado com um propósito de disseminação de ódio bem explícito, e fez alguns milionários. Até hoje resistem a que as pessoas se manifestem com “ODIEI”, o tal “CURTI”, tem lugar privilegiado. Com toda a certeza, a massa ignara não suporta a crítica; não suportam quem abre uma discussão fundamentada e só sabem ser especialistas em “bloquear”.

Twitter

O refúgio de quem não pensa virou o Twitter, atualmente existem outras plataformas que são mais apropriadas aos que tem preguiça de pensar e escrever. O Twitter limitava a opinião a 140 caracteres, logo após seu início, os mentalmente preguiçosos provocaram a mudança para o  dobro (inacreditáveis 280 caracteres para emitir uma opinião). Hoje em dia, existem muitos artifícios e mecanismos para expandir o pensamento inicial, geralmente rasteiro e inexiste a possibilidade de debater nada com dois “tuítes”. Dessa forma, se escrevo mais de dois “posts” ou coloco um link para o texto principal, as visitas no texto principal que contêm conteúdo significativo, cairão no limbo em 15 segundos. A teoria de Andy Wharol perdeu sentido com redes sociais como o Twitter.

Rasteiragem

O termo acima referenciado no sub-título não existe no dicionário, foi criado numa rede social como o Twitter. Escrevi um texto e convidei um dos meus raros seguidores à época (hoje não são muitos mais) a ler, ele leu a introdução e respondeu: “… que rasteiragem, não consegui ler até o final…”. Este tipo de confissão é raro, e a cada vez que leio o que a maioria prefere e escreve (“… não li e não gostei …”) tenho a certeza de que estou correto.

Entretanto, a coisa fica muito pior quando a maioria absurda dos usuários não lê, tem opinião formada e sai repetindo frases, bordões, ditos populares que eles nem sabem como foram criados e onde deveriam ser utilizados. Digo que ficou muito rasteiro e publiquei uma crítica séria, de que estávamos alimentando uma sub-raça ( Sub-raça e seu surgimento), e como mostrado, a imagem do Twitter era a mais apropriada.

Mais vale “… subir uma hashtag …(#) do que debater algo com seriedade com gente que pensa, massa de manobra é pouco (Ver ” Manipulação de Massas

Twitter em Vertigem

Como se não bastasse, alguns ditos populares muito utilizados no Twitter são “… há males que vem para o bem …”, “… dos males o menor …”, “… não há mal que sempre dure …”, “… tô zoando …” e outros tão estúpidos quanto.

Em alguns debates que entro, algumas pessoas me questionam: “… Se você não gosta, porque participa “,  eu respondo com alguns pensamentos, que deixam mais interrogações do que respostas (é claro que os interlocutores não entendem!). Participo porque tenho que ver as coisas boas e as nefastas de cada rede social para falar delas. Participo, também, para “garantir” o meu nickname ou perfil e, assim sendo, que eu não tenha que colocar o sufixo “real”, “original”, “oficial” como ridiculamente alguns neófitos fazem. Ademais, não apago meus perfis como fazem outros tantos porque isto “non ecxiste“, como diria Padre Quevedo. #FicaaDICA !

Enfim, o Twitter ainda vai ter uma vida longa, quanto mais se mantêm fiel aos seus “princípios” e terá mais e mais tolos a idolatrarem suas coisas e a forma de “comunicação”.

O Poder

Vivenciamos, nesse meio tempo, dois processos eleitorais em que presidentes de países (Brasil e EUA) foram eleitos graças a redes como o Twitter. Milhões de perfis falsos, influenciadores, redes de pessoas com milhões de seguidores (ver grafo da rede do presidente eleito no Brasil e seus influenciadores.

Grafo Bolsonaro - Eleições 2018

Grafo Bolsonaro – Eleições 2018
Fonte: Internet

Virou profissão ser influenciador e estes influencers do mal, por exemplo, estão na linha de frente e arrebatam milhões de seguidores autômatos. Um personagem (e até um perfil falso) do Twitter tem sua vontade e desejo personificado em alguém que ele idolatra. virou uma praga que não está em vertigem, mas ascendendo vertiginosamente.

A Revolução via Twitter

Enfim, podemos afirmar, sem medo de errar, que o Twitter provocou ou foi estopim de uma revolução sócio-cultural, e muitos imaginam que foi a primeira ou a maior. Outras redes sociais como Facebook, Whatsapp, Instagram tem em seus adeptos a mesma ideia (participo destas todas e muitas outras, inclusive de encontros, com pseudônimos e personagens diferentes), de que “… somos revolucionários…”.

Tenho a certeza de que a guerra entre donos de plataformas (como por exemplo a guerra Twitter x Facebook) não vai ajudar em nada nosso país, pelo contrário, vai nos colocar mais rapidamente em direção ao fundo do poço. O que vem por aí é assustador, novas redes como Instagram privilegiam as pessoas não pensarem e nem se manifestarem, basta mandar uma imagem que podem não dizer nada, ou reproduzir algo que diga tudo o que ela pensa.

Meteoro

Em suma, escrevo muito, tenho a convicção de que consigo mostrar fundamentação quando tenho uma opinião e não preciso repetir uma imagem ou texto que recebi para demonstrar isso. E fica, a cada dia, mais difícil debater, qualquer coisa que se fala que é contra a opinião do autor do texto, vira ofensa ou pé de briga.

Chegamos num ponto descendente que não tem volta. O ódio gerado por questões que misturam editorias (política, futebol e religião, por exemplo), que devem ser debatidas com fundamentos mas não devem ser misturadas, ferrou com a possibilidade de que redes sociais possam ser bons canais de troca de ideias e debates.

Fico com o ditado popular, “… não há bem que sempre dure e nem mal que nunca se acabe…”, afinal o meteoro não veio e nem virá e, portanto, Twitter é, dos males de rede social, o maior.

 

 

(1) Existiu, anteriormente, esta comunidade no Orkut, alguns ex-alunos, insatisfeitos com as notas e reprovações que recebiam, criaram uma comunidade. O grupo servia para falar dos professores que eles não gostavam e, certamente, tenho muito orgulho de ter sido indicado pelos piores alunos daquela instituição.

 

Charge: Sorriso Pensante – Ivan Cabral

 

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

  • Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas.
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  • Alguns textos são revisados, outros apresentam erros (inclusive ortográficos) e que vão sendo corrigidos à medida que tornam-se erros graves (inclusive históricos).
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Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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