Futebol Rural - Duke

Futebol Rural – A diferença

Duke

Em primeiro lugar, destaco que procurei alguma imagem para ilustrar este tema. Se ao menos houvesse mais de uma imagem, que fosse impactante, eu a colocaria, entretanto, só o Duke conseguiu. Ressalto que o artista Duke é o que mais me impressiona quando expressa sobre futebol, um especialista no futebol rural. Talvez ela seja o único cartunista que tenha sido penalizado por conta de uma charge.

Um crime que cometeram contra este grande artista que consegue resumir em uma simples imagem, características de muitos personagens. Estes que ainda insistem em se locupletar da paixão nacional, dominam a mídia e, em consequência, a mente dos torcedores.

Eu apoio o Duke, sempre, mesmo que tenhamos posições bem distintas em relação a alguns temas, notadamente no futebol rural.

Futebol Rural

Este texto foi motivado por um artigo reproduzido no site Cruzeiro.Org com título “Especialista da Sports Value alerta para dívidas dos clubes mineiros“; e a partir de vários comentários e posts feitos em redes sociais como Facebook e Twitter. Se bem que, minha decisão de escrever foi influenciada mais por aquilo que a mídia do futebol rural NÃO escreveu.

Não chega a ser impressionante como os personagens que se dizem mídia esportiva de Minas Gerais, e na realidade são apenas atores do futebol rural, se calam diante de descalabros e malversações.

Nem é bom citar algumas recentes peripécias da família que é dona da Federação Mineira. O chargista Duke sabe bem o que é fazer alusão a árbitros, dirigentes e assemelhados do futebol rural. São implacáveis e não gostam de quem mostra a verdade, talvez, por este motivo, muitos profissionais da mídia, ao tentarem ser honestos, são excluídos do plantel de “jornalistas”.

Dívida dos Clubes

Desta forma, fiz um comentário sobre a questão do ótimo trabalho que vem realizado a Sports Value, ao pegar os balanços dos clubes e analisá-los. Muito embora balanços não sejam nenhum tipo de verdade, ter alguém olhando de fora e dizendo as preocupações ou pontos positivos é muito bom. A mídia mineira nunca fez este tipo de análise, talvez porque tenha uma certa cumplicidade e conivência. Ou, por outro lado, seja mesmo incompetente para tratar do assunto seriamente.

Utilizo-me dos fatídicos “7 a 1” para dizer que: não foi uma lição suficiente; estamos precisando de mais “lições”.

Sobre as dívidas, mais notadamente sobre o artigo e os clubes do futebol rural, digo que, embora Somaggi dê destaque a questões como perfil e gestão, os clubes e a mídia não fazem o mesmo.

Além disso, cada clube, cada time e cada balanço, tem suas histórias, tem suas especificidades. Os perfis das dívidas, a história são completamente diferentes e parece que o pessoal “donos” do futebol rural não enxerga nada disso. Como se não bastasse, tentam, de maneira falaciosa, colocar no mesmo balaio laranjas e abacaxis (para ficar bem up to date com as frutas da “estação” como açaí, goiabas etc). O tratamento dado pela mídia nacional para estas análises e comparações é precário e parcial.

Em outras palavras, a comparação transposta para os times mineiros, que dominam o futebol rural, é imprópria, parcial e descabida. Pegam as manchetes do estudo da Sports Value e colocam num “liquidificador” midiático e saem amealhando audiência. Esta audiência dada através de hits, curtidas, compartilhamentos, mimimis e memes são lixo puro. Aliás, as redes sociais e estes novos comportamentos viraram palavra de ordem para descolados e pseudo-incluídos.

O país do futebol está nas mãos (melhor dizer na ponta dos dedinhos) de gente despreparada, desqualificada e rasteira.

Análise

Em suma, o futebol rural vai de mal e pior, se houvesse algum indicativo de falência, o sinal amarelo está aceso há muitas temporadas.

Comparar Cruzeiro e Atlético-MG e até incluir América é um despropósito. Escrevi, anteriormente, sobre o Futebol Estadual, e faço a crítica veemente aos modelos e fórmulas de disputa de cada estado. As federações anacrônicas e milionárias – a FMF ganha mais do que 80% das equipes em cada edição do futebol rural – são protegidas pela mídia na análise dos resultados econômicos e financeiros vistos no trabalho de análise de balanços.

Eu diria que, numa analogia histórica da economia do país, o futebol rural é a FMF como carrapatos gordos sobre uma vaca leiteira magra. As tetas da vaca amamentam um monte de bezerrinhose bezerrões. E quem paga a conta são os torcedores, posto que anunciantes e patrocinadores, especialmente em Minas Gerais, fogem destes carrapatos.

Enfim, com este quadro, querer alçar times completamente diferentes, como no caso do futebol rural, ao mesmo patamar, é impossível. Entretanto, eles vão continuar tentando, falaciando, manipulando, distorcendo.

Parafraseando a fala de um dos jornalistas que trata a sério do assunto:

“… se as dívidas destes clubes fosse zerada hoje. Alguém, minimamente honesto e imparcial, diria que Cruzeiro e Atlético-MG estariam em condições de disputar todas as competições em igualdade de condições? …”

Se bem que podem existir opiniões diferentes, gostaria de “ouvi-las”, cartas para a redação ou comentários nos espaços virtuais.

 

Charge: Duke

P. S. – Reitero o pedido feito na página de “Advertências” deste espaço virtual. Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas. Coloquem aqui nos comentários ou na página do Facebook.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.