Smithereens -Black Mirror

Smithereens – Black Mirror

Black Mirror

Assim como fiz com o episódio “15 milhões de motivos”, da série Black Mirror (“Milhões de Méritos – Black Mirror“), utilizo do episódio “Smithereens” para mais uma transposição da ficção para a nossa realidade.

Será que, assim como venho fazendo estas transliterações, não estaríamos confundindo ficção com realidade?

Por outro lado, creio que a frase “a vida imita a arte” ou a “arte imita a vida” provocam confusão na cabeça de muita gente.

Estes posts não tem a intenção de fazer spoiler dos episódios e séries. Vejo tudo em várias séries e filmes e faço comparações. Eventualmente, é possível que uma ou outra “inconfidência” seja liberada. Entretanto, fico distante da posição de crítico da série e de episódios e mais ainda de fã da série que não consegue fazer leituras diferentes e com outras perspectivas.

Smithereens

Em primeiro lugar, reforço que avalio a série Black Mirror como uma das melhores dos últimos tempos. Sua crítica inteligente do que estamos fazendo com a nossa sociedade é mais do que apropriada, embora tenha eficiência questionável.

A quinta temporada teve três episódios liberados recentemente. Achei o primeiro episódio uma porcaria, mas a lógica de episódios, aparentemente desconexos, fez com que eu passasse rápido e fosse ao segundo (Smithereens). Valeu a pena, pela atualidade do tema, e contextualização em todos que a virem se enxergarão.

Smithereens pode parecer um episódio sem sentido, e vi opinião de algumas pessoas que não entenderam o final. Assim é Black Mirror a maioria dos seus episódios. A assistência fica esperando o “normal” ou aquilo que é vivido em nosso cotidiano. A vida real é muito mais trágica dos que filmes e séries e estamos vivendo o pós-apocalipse do “Fim do Mundo“.

Uma passagem neste episódio, que chamam de história paralela, é de uma mãe que tenta descobrir a senha da filha, falecida, numa rede social. Só esta situação poderia, e deveria, levar a longos debates entre pessoas inteligentes, mas passa desapercebido pela maioria das pessoas.

Em resumo, o enredo é sobre um motorista de aplicativo que faz um funcionário de empresa de rede social como refém. O dono da empresa de rede social perdeu o controle do que pensou que a empresa faria. Pode parecer que isto é real e que cada personagem pode ser associado a alguém que você conhece na vida real (inclusive polícia, autoridades, crime organizado, judiciário etc). Talvez até sejam inspirados em personagens reais, mas não é ficção, é sua vida hoje.

Fim do Mundo

Como escrevi anteriormente, o Fim do Mundo aconteceu em 2012, conforme previsão exata da civilização Maia. Quando recomendo às pessoas verem alguns episódios e séries, vejo nos seus olhos e expressões aquele desdém. Não sou e nem quero ser “coach” de ninguém. Até mesmo porque “coach” sem formação e sem experiencia nem gente é (mas isto é prosa de outros textos).

O mundo não acaba (pelo menos para a maioria das pessoas) no episódio Smithereens. Caso contrário eles nem teriam oportunidade de mais episódios e temporadas. Este episódio compensou muito a porcaria do episódio anterior (pelo menos achei muito ruim). Todos deveriam ser vistos por muita gente, especialmente aqueles que ficam menosprezando questões como depressão e banalização da violência.

Em suma, a maioria das pessoas que entregam suas vidas às redes sociais, não tem a mínima noção do que a privacidade significa. Redes sociais viraram palanque de sociopatas, psicopatas e toda uma fauna de gente que não tem noção da vida. Infelizmente, estes sem noção precisariam de ajuda que não virá das redes sociais.

 

Imagem: Reprodução Internet

P. S. –  Reitero também o pedido feito em muitos momentos da vida deste blog e presente na página de “Advertências“. Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas. Coloquem aqui nos comentários ou na página do Facebook

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