Rock in Rio

Rock in Rio – RiR é o remédio

Festival Rock in Rio

Minha experiência com o Rock in Rio, resume-se a duas presenças, em dois dias, um dia na primeira edição e outro dia na segunda edição. O ano era 1985, no mês de janeiro, dia 11 (um presente de aniversário secreto). Vai no dia, vê a abertura do festival e tem sábado e domingo para voltar e trabalhar na segunda. Queen de abertura mais Iron Maiden, Whitesnack, Baby Consuelo e Pepeu Gomes, Erasmo Carlos e Ney Matogrosso era o que de melhor podia obter. Quem gosta de rock e não é nenhum purista como alguns que conheço, suportou até o “Tremendão”, de quem nunca fui nem admirador. Reconheço que escolhi a data por causa do Queen, anteriormente era assim, mirava numa banda e aceitava o resto como “brinde”.

Poster - Rock in Rio 1985

Poster – Rock in Rio 1985

A segunda experiência foi no no dia 19 do mês de janeiro de 1991, seis anos depois, no Maracaná, sem aquele clima de festival e depois a “estreia” do evento. Minha escolha recaiu sobre Santana, um ícone e um mostro. Naquela data ainda veria, como “bonus track“, INXS, Billy Idol, Engenheiros do Hawaii, Supla e Vid & Sangue Azul. Boas surpresas, como na edição anterior, mas este Rock in Rio 2 seria o último, contudo foi uma trilha muito melhor do que a da edição 1.

Rock in Rio (RiR)

Após dez anos (2001), veio o Rock in Rio 3, mas não foi possível por vários motivos, a minha presença. Nem tanto pelas atrações e mais pelas condições e fatores que colocavam mais barreiras do que facilidades. A experiência da versão 2, especialmente por ter sido no Maracanã, e com proposta de retorno à Cidade do Rock pareciam promissoras. O evento ficou muito megalomaníaco e “esquisito”, ainda mais quando algumas boas bandas nacionais de “protesto” fizeram boicote.

Era o momento de dizer que, foi bom, mas não dá mais, nem com muito esforço mental.

Internacionalização

Estes negócios quando ficam muito grandes e viram “grife” (no caso do Rock in Rio virou até RiR, como hoje em dia) ficam complexos demais. Após a terceira edição, as brigas ficaram expostas e apareceu o lance de internacionalização, Lisboa era o destino do festival. Adeus em definitivo foi pouco, a edição RiR Lisboa deve ter sido boa e com poucos brazucas animando a ir à Terrinha. O Rock in Rio só voltaria ao Brasil depois de dez anos da edição RiR 2 (a última que fui).

RiR é o melhor remédio

<Ironic Mode ON> Rir da situação que chegou o Rock in Rio parece ser o melhor remédio.<Ironic Mode OFF>

Durante este tempo de afastamento, Vi atrações pela TV, compactos etc das atrações que mais gosto, nacionais e internacionais e percebi que fica muito mais barato e sensato. E, cá entre nós, como se não bastasse a condição de segurança e acessibilidade na cidade do Rio de Janeiro, ver algumas atrações pode ser comparado a uma sessão de tortura.

Festival 2019

Naquele ano de 1985, alguns amigos que eram roqueiros (aquele tipo de metaleiro radical zangado sectário) já torciam o nariz para as atrações. Conheço um que comprou ingresso para os dias que tinham bandas de rock “pauleira”, via somente o show destas bandas e ia embora.

Com o passar do tempo, conheci muita gente assim que xingava tudo que não fosse do agrado e do jeito deles, mas continuavam a ir ao festival. Hoje, se algum deles ainda vai ao RiR, devem ter ataques de ódio quando houvem certas atrações.

Na minha adolescência, fui a dois festivais de rock aqui em Belo Horizonte, ambos no Serra Verde Camping Clube. O saudoso Gonzaga, presidente daquele clube, bancou a realização de duas edições, com direito até a cobertura da revista Geração PoP (só quem é contemporâneo e de BH sabe do que estou falando), as experiência não podem se reproduzidas, por mais que tenhamos o desejo de vê-las repetidas.

Não tem jeito… já foi rock, já foi Rock in Rio, já foi festival, hoje é somente  uma franquia que dá uma grana MUITO BOA, graças a neófitos e saudosistas irrecuperáveis e completamente sem noção. E, por outro lado, quando vejo a idiotia de um prefeito sobre deixar fazer ou não um evento deste porte numa cidade, tenho a certeza, o mundo acabou faz tempo.

Fim de linha

Respeito artistas como Ivete Sangalo, Elza Soares e alguns outros, inclusive internacionais, mas o que vejo hoje é deprimente, alguns destes até são bons artistas, mas rock bebê, não rola. Não dá vontade nem de assistir aos “melhores” momentos, e estou assustado pois podem dizer (como já disseram) que: “… você não gosta porque está ficando velho…”.

Em suma, a questão não é idade cronológica, vejam que até o Papa Francisco é roqueiro e sabe das coisas, não dá para quem gosta de rock, mesmo as bandas nacionais aturar algumas coisas, gêneros e pseudo-artistas. Que chamem de RiR diversão e entretenimento, mas , por favor, mudem a marca e tirem a palavra rock.

E, para finalizar, querer que artistas de um festival não se manifestem politicamente, na atual conjuntura, é estupidez invencível.

 

Imagem: Logo Oficial Rock in Rio

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