Pandemia Binária

Pandemia Binária – O Zero Day

Pandemia

Pandemia x Epidemia

Em primeiro lugar, temos que lançar algumas definições ou conceitos básicos para podermos fazer uma analogia sobre o que denominaremos Pandemia Binária.

Epidemia, grosso modo, é a concentração de uma mesma doença em um mesmo local e época (ver Epidemia em Wikipedia). Pandemia, por outro lado, é a ocorrência de uma mesma doença entre populações de lugares diferentes ou uma vasta região (país, continente, planeta). Entretanto, algumas epidemias foram tão grandes que poderiam, facilmente, ser classificadas como pandemias.

Pandemia 2020

Estamos sendo alertados, nos últimos dias, que vivemos a “Fase 4” de alerta para uma Pandemia, em outras palavras, a China é um “pequeno” foco com transmissão de humano para humano. de localização limitada e tentativa de contenção para evitar chegarmos nas fases 5 e 6.

Não vou entrar em detalhes e termos técnicos de vírus biológicos e afins, de acordo com os princípios do bom relacionamento para com os profissionais de epidemiologia. Uso este exemplo para demonstrar a minha teoria da pandemia binária.

Documentários

É provável que o tema (pandemia) tenha chamado a minha atenção pelos documentários que vi, recentemente, no canal de stream NETFLIX.

Zero Point Zero (de  Rotten e Desserviço ao Consumidor) produziu a excepcional série Pandemia. Surpreendentemente, a atualidade do assunto e pertinência em relação aos eventos que estamos vendo nos noticiários sobre as contaminações, isolamentos e mortes causados por um vírus “mutante”, é assustadora. A contaminação e expansão pode ter tido seu “gatilho” (Zero Day) numa sopa de morcego, ingerida por humanos e está sendo disseminada pelo mundo.

Recomendo, fortemente, que vejam os episódios da série, assim como assino embaixo da qualidade dos documentários “Rotten” e “Desserviço ao Consumidor“.

Não apenas na série indicada, mas noutra referência, a série Explicando (Netflix), da Produtora VOX, que no seu episódio “Pandemia”, sem dúvida, relata quase tudo sobre os riscos que estamos vivendo.

Se os leitores se interessarem, existe uma cronologia curiosa sobre pandemias. Anteriormente, em 1820 ocorreu o período crítico da primeira pandemia (200 anos atrás). A segunda maior, que provocou mais mortes do que as Guerras Mundias juntas (1a e 2a) aconteceu logo após o término da 1a Grande Guerra por volta de 1919/1920 (100 anos atrás).

Alto Risco

Assim sendo, 1820, 1920, 2020, seria somente uma coincidência centenária ou secular?

Em seguida, fiquei preocupado se estamos adequadamente preparados para a expansão do vírus, de uma simples gripe que seja. Fico receoso que somente grandes centros terão atendimento e recursos materiais para atender grandes contingentes de infectados. A China mostra que tem recursos para construir um hospital específico para 1000 pessoas em 7 dias.

Afinal, quantos países mais teriam estas condições que a China possui?

Pandemia Binária

Assim sendo, demonstrando superficialmente como funciona uma pandemia viral, seja de gripe ou outra doença qualquer, passemos à analogia.

Vírus

Por outro lado, é necessário mostrar que um vírus digital tem esta classificação por atacar corpos que não tem defesa para determinada doença. Estes vírus tem sofridos mutações que alimentam uma indústria global de bilhões de dólares. Cada vez mais, as pessoas são dependentes de serviços, produtos e ações que exigem uso digital de identificação e autenticação.

Neste ínterim, vemos epidemias e até pandemias com vírus no mundo digital (malwares, trojans, Ransom, Wanna Cry etc). Sendo assim, nada mais apropriado do que o termo Pandemia Binária.

Ameaça

Escrevi três textos (série “Enigma do Zero Day“) e um texto final, extraídos de um futuro artigo com características mais acadêmicas, com potencial para seminário de segurança da informação. Advogo, portanto, a teoria de que o Zero Day do vírus que provocará a Pandemia Binária já foi inoculado, sua “cepa” está por aí, sendo usada e sem vacina.

A ideia da vacina “universal” apresentada no documentário da Zero Point Zero, sem dúvida é válida para o vírus do mundo digital. Foi-se o tempo em que vendiam-se vacinas (anti-vírus) a cada nova versão. Em tempos de computação em nuvem, redes sociais instantâneas, crackers de senhas e afins, uma vacina destas é questão de necessidade urgente.

Russos

Vi matérias específicas de tecnologia sobre testes exitosos na Internet da Rússia. De acordo com o pouco que conheço, desta iniciativa, estou entendendo que a vacina “própria” da Rússia, para vírus e outros malefícios, foi criada e está sendo aprovada. Eu entendo o mecanismo e afirmo que existem estudos, produtos e serviços de uma vacina que atenda a todos os vírus e suas mutações.

Criptografia

Uma coisa é proteger de uma epidemia, como vejo o caso da Rússia que cria um filtro ou barreira para se proteger de uma pandemia binária. Outra coisa é se proteger de uma pandemia sem abrir mão de tudo que está sendo usado. Meus temores residem no fato de que a criptografia (assimétrica ou simétrica) viraram uma espécie de solução para todos os problemas de segurança. Como se não bastasse, fica mais grave quando soluções de Smart Contracts, Blockchain, Cripto-moedas, Law Tech, Legal Tech, Inteligência Artificial (IA), Assinaturas Digitais e tantas outras facilidades do mundo moderno, são ancoradas em criptografia.

A existência de um vírus que quebre esta segurança é factível. Não existe, atualmente, no “mercado” nenhuma vacina que estanque ou cure de uma contaminação pandêmica. Num mundo altamente conectado, com as velocidades dos links globais, uma contaminação será catastrófica.

Entretanto, algumas pessoas que já ouviram de mim e de outros, argumentação sobre o assunto, mesmo especialistas, dão de ombros, ignoram ou preferem sorrir e dizer que a paranoia está superando a realidade. É possível que sim, mas tenho a certeza de que as pessoas que são responsáveis pela segurança da informação, em sua quase totalidade, não estão com nenhuma perspectiva de pensar “fora da caixinha” ou disruptura de verdade.

Zero Day

Considerando a hipótese do Zero Day ter sido ontem, e a capacidade de contaminação de um vírus não respeitar alfândegas, horários de voos, fronteiras geográficas, raça, sexo, classe social, conhecimento e educação formal, teríamos uma pandemia binária de proporções inimagináveis.

A luta é ingrata, inegavelmente, tentar mostrar que temos que ter uma vacina para um vírus que a maioria não é hospedeiro (AINDA !!!) ou pensa que está protegido. SARS, Ebola, H1N1, Ransom ou qualquer outro patógeno especial, contagiosos e mortais, não surgiram do nada. Certamente, contaram com portadores e falta de cuidado de muitas pessoas que deveriam se preocupar com outras pessoas.

Enfim, a analogia de uma pandemia, grande epidemia com uma catástrofe digital (pandemia binária) é mais do que pertinente e, lamento informar, não tem LGPD, GDPR, compliance que segure este tipo de contaminação. Em tempos sombrios que grupos de pessoas fazem campanha contra vacinação de doenças conhecidas, falar sobre ameaça de pandemia é mais difícil do que pregar no deserto para ouvidos moucos.

Cuidem-se e protejam seus filhos e netos, pandemia binária não é nenhuma espécie de WAR (jogo de tabuleiro) que começa e termina quando nós seres humanos determinamos.

N. A. – Sobre a questão da Pandemia em curso a partir da China, cuidado com o que a mídia publica ou deixa de publicar. A China tem lá suas idiossincrasias que podem esconder mais do que mostrar. Empresas especializadas em segurança de TI e criptografia também costumam trabalhar com segurança por obscurantismo.

 

Imagem: Reprodução Game Pandemic

P. S. –  Reitero também o pedido feito em muitos momentos da vida deste blog e presente na página de “Advertências“. Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas. Coloquem aqui nos comentários ou na página do Facebook

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