Colapso Azul

Colapso Azul: A Fatal Exception has occurred

Eu Avisei

Anteriormente, ou pouco mais de dois anos atrás, comecei a escrever sobre o que denominei, mais recentemente, como colapso azul. Profissionais da engenharia, medicina, administração e outras poucas sabem o significado de colapso. Sociólogos, filósofos, jornalistas, advogados podem até ter noção, mas usam a palavra inadequadamente.

Esta coluna é para provar que eu avisei e que muitos dos erros que nos levaram ao colapso azul estão se repetindo. Repetem-se com novas roupagens e novos personagens e, quem fizer alguma crítica, será crucificado. Assim sendo, estes gestores agem como se tivessem razão em tudo ou conhecessem a torcida como muitos torcedores conhecem, nos quais eu, modéstia às favas, me incluo.

E tome falácia (no caso de alguns neófitos é paralogismo puro) nas redes sociais, está um horror ler certas coisas. Um destes diz que “… fizeram muito, vejam quem critica e avaliem pela pessoa e não pela crítica…”. Ou seja, não pode criticar pois deixa de ser torcedor ou é inimigo. Ouvi de um gestor do Núcleo que “… fulano e beltrano só falam mal, não quero ouvir nada do que eles tem a dizer…”.

No meu caso, recebi uma mensagem mais ou menos com o seguinte conteúdo: “… não quero saber das suas sugestões, a forma como você fala é muito grosseira…”. Em outras palavras, o sujeito está preocupado com a forma e não com o conteúdo, não pode criticar ou dar sugestões que não sejam a deles. Estou acostumado com este tipo de pessoa, aponta dedinho sujo, mas não sabe o real significado deste colapso azul, pensando que tem solução para tudo.

Colapso Azul – A Predição

De acordo com o que escrevi, antes da posse da diretoria eleita em 2017, fiz a predição e não precisei de nenhum algoritmo, eu sabia. Acompanhei bem de perto as tratativas políticas, as composições de chapas de presidente e vices, dos conselhos etc. Alguns dos textos publiquei no site Cruzeiro.Org sem reproduzi-los aqui, e parafraseando Tim Maia, acima de tudo, não podia dar certo.

Fim de uma Era

Logo após encerrada a eleição e ganhou Wagner Pires de Sá com apoio de Gilvan de Pinho Tavares, conforme a coluna “O Fim de uma Era“,  publicada em 9 de outubro de 2017, falo sobre a gestão de Gilvan Tavares e encerro com um “ATÉ NUNCA MAIS”

Locupletemo-nos todos

Poucos dias após a coluna “O Fim de uma Era” disponibilizei a coluna “Locupletemo-nos Todos“, onde teci considerações sobre a “renovação” da diretoria eleita com o técnico Mano Menezes no comando; ainda corria a temporada 2017.

Critiquei como nunca o Mano Menezes e encerrei a coluna com: “As chances de dar tudo errado são grandes. Será que o preço que pagaremos será enorme? Tenho medo !“.

Fui criticado e disseram que torrei minha língua, no ano seguinte com título rual e da Copa do Brasil. Acharam que a história se encerrava ali nos títulos, meu medo era justificável.

Torcedor Cibernético

Publiquei duas colunas falando do “Torcedor Cibernético – Ser Ignorante” e como estes torcedores de teclado, viciados em redes sociais, estavam acabando com a paixão de torcer, de comentar futebol, de falar sobre o Cruzeiro. Como sempre acontece, me acusam de querer ensinar os outros a torcer e outras patifarias, de gente que nem sai do sofá ou detrás do teclado. Nunca foi Sócio do Futebol e agora vem conversar fiado em rede social, gente escrota que a única coisa de boa que tem é dizer que torce para o Cruzeiro. Torcer, no entanto, é força de expressão, pois não passam de simpatizantes de teclado.

O Príncipe Azul – Filosofando Maquiavelicamente

No final de 2017, resolvi mudar a linha de raciocínio, imaginei que pelo menos parte pequena da torcida começaria a pensar. Da mesma forma, fui envolvido em situações constrangedoras e deploráveis e vislumbrei muitos problemas porvir. Vi alguns influenciadores (estão aí bajulando o Núcleo Gestor) de rede social se vendendo para agradar os novos dirigentes  comecei a filosofar.

Publiquei uma série de artigos começando por “O Príncipe Azul – Filosofando Maquiavelicamente” e onde, em cada coluna, abordava um aspecto ou passagem da obra de Maquiavel e fazia analogia com as coisas do Palestra, aka Cruzeiro. Mais uma vez, me acusaram de muitas coisas., certamente todas verdadeiras, e eu tinha razão, o colapso azul era somente uma questão de tempo.

Colapso Azul – A Explicação

Permitam-me dar um salto pois sei que a maioria não se interessará por ler nenhuma das colunas, quanto mais todas. Pulemos para o primeiro semestre de 2019, publiquei a coluna “E agora, José?“, recheada de metáforas, aforismos e entrelinhas, tudo emprestado de poemas e cancioneiros populares, a crise azul estava exposta, o colapso azul era iminente. Ao final do ano passado, publiquei o “Príncipe Azul – Entendendo de Crise” pois tentei explicar que não era crise o rebaixamento e sim o verdadeiro colapso. Busquei publicação em algum canal, portal, jornal, e ninguém deu atenção. Acima de tudo, jornalistas querem, em tempos de redes sociais escrotas, serem donos do fato ou “dar o furico”, como tá muito na moda.

Somente aqueles que se derem ao trabalho de ler as colunas terão a oportunidade de debater e pensar comigo o futuro. E é deste futuro e das críticas e auto-elogios que tenho presenciado na mídia, nas redes sociais que venho tratar na parte final deste texto. Uma vez que, preocupo-me, em especial, com a questão da “responsabilização” do torcedor pela “reconstrução” azul.

(RE)Construção

Estamos vivendo tempos difíceis, no Cruzeiro, na cidade, no estado, no país; para uns está muito mais complicado do que para outros, por outro lado, o individualismo e a necessidade de “ter razão” sobre o que se disse, sobrepõe à racionalidade.

Mudaram os nomes do Sócio do Futebol, mais uma vez, desta feita, reduziram os valores das mensalidades, o que vai fazer com que muitos torcedores voltem a contribuir. Eu, como sempre fui fiel, desde 2009 no mínimo, gostei da redução da mensalidade, mas não gostei sob todos os aspectos, de como as coisas estão sendo feitas.

Muito se tem dito sobre a tal transparência, mas vejo muito mais falácia do que transparência e abertura à participação. Desejo, por exemplo,  ver alguém explicando as diferenças do que estão fazendo agora.  Que mostrassem algum cálculo atuarial para a redução de preços, que fizessem comparações com planos de associados com alguns clubes (cito três: Botafogo-RJ, Inter-RS e Vasco-RJ). Desse modo, hipoteticamente, eles tem menos torcedores do que o Cruzeiro e mais sócios-afiliados, o que gera curiosidade. Os resultados que estes times estão apresentando são realistas? O Cruzeiro tem uma planificação e planejamento responsável ou somente discurso e desejo de rede social?

Construção

Não gosto do termo reconstrução, preferia CONSTRUÇÃO, não porque os adversários locais usaram para meme e brincadeiras de redes sociais. Um colapso não aceita reconstrução, exige limpeza e construção do zero, e isto não está sendo feito, a começar pela tal eleição para mandato-tampão, e o prenúncio de que problemas virão na eleição do final do ano, mais do que paira no ar.

Peço a todos que dispam-se dos rancores pessoais, pensem no que escrevi anteriormente e escrevo hoje, para eu não ter que repetir um EU AVISEI em breve. Isto não significa que não apoio, que vou deixar de ser sócio do futebol e do clube social, que não concordo com muitas ações, isto significa que posso pensar de maneira diferente e ter razão.

CONSTRUIR as coisas não é fácil, ainda mais com muita gente querendo construir telhado sem paredes e com alicerces pessimamente construídos. Fazer vistas grossas a críticas, fingir que não precisamos de um Estatuto alterado, não avaliar detalhadamente planos e ações, é meio caminho para crises.

Sou profissional de TI e a analogia que faço do nosso colapso azul está representada na imagem deste texto e, em suma, não tem como reconstruir, tem que dar “boot” e começar do zero. Não responsabilizem torcedores pelos erros pretéritos, presentes e futuros, vamos em frente e Força Azzurra !

 

Imagem: Reprodução Tela Azul Windows

P. S. –  Reitero também o pedido feito em muitos momentos da vida deste blog e presente na página de “Advertências“. Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas. Coloquem aqui nos comentários ou na página do Facebook

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