Educação Pós Pandemia - Duke

Educação pós-pandemia

Pandemia

A pandemia causada pelo SARS-CoV-2 transformou o planeta, e a humanidade, pelo menos é o que a maioria das pessoas que estudam sociedade, comportamento e conjuntura estão avaliando. Dessa forma, entre estes mesmos estudiosos, existem divergências quanto àquilo que virá amanhã. Nesta série de textos dividi em temas: Educação; Saúde e Medicina;  Trabalho; Consumo; Tecnologia; Espaços Públicos; Eventos e Lazer; e Moradia, dentre outros que merecerem o destaque das mudanças.

Por exemplo, Saúde e Medicina estão intimamente ligados, podem vir juntos e, posteriormente, em função das alternativas, serem separados. Por outro lado, temas como tecnologia, que está intimamente ligado a quase todos os demais, estarão pontuados em cada um dos textos individuais.

Futuro e Normal

Enganam-se aqueles que pensam que o “normal” vai voltar, mesmo que seja descoberta a vacina para prevenir a COVID-19. Com efeito, nada será como antes e o amanhã está mais para a letra do samba-enredo da União da Ilha do que para alguma premonição.

 

O Amanhã

Como será o amanhã
Responda quem puder
O que irá me acontecer
O meu destino será como Deus quiser

A cigana leu o meu destino
Eu sonhei
Bola de cristal, jogo de búzios, cartomante
Eu sempre perguntei
O que será o amanhã?
Como vai ser o meu destino?
Já desfolhei o mal-me-quer
Primeiro amor de um menino
E vai chegando o amanhecer
Leio a mensagem zodiacal
E o realejo diz
Que eu serei feliz
Sempre feliz

Samba-enredo do G.R.E.S. União da Ilha do Governador (RJ)

Além disso, tenho escrito, há algum tempo, sobre a questão da educação no Brasil, notadamente, após a criação deste Blog e as mudanças na sociedade, na educação dos filhos. A pandemia transformou tudo que era transição em transformação e mudança; e é “pra ontem”.

Dessa forma, a educação e uso da tecnologia estavam acessíveis às escolas particulares e com sérias restrições à educação pública. O Ensino à Distância (EaD) encontrou séria oposição entre professores, do infantil à pós-graduação, pelos mais variados motivos. Experimentei e protagonizei muitos casos em que os próprios professores colocavam barreiras ao uso da tecnologia.

O amanhã, dos métodos educacionais, das novas relações entre educadores, educandos, pais, escolas e comunidades que, certamente,  deveriam estar em aplicação ampla, estão atrasadas e a Espada de Damocles balança perigosamente.

Educação Amanhã

No texto  “Sub-raça e seu Surgimento”  abordo a questão com alguns aspectos considerados verdades inconvenientes. A maioria das pessoas se cala pois veste uma carapuça, inteiramente ou em partes, e isto é tirar cada um da zona de conforto.

Alguns estudiosos estão na linha do “… Em breve, o aluno não precisará mais ir à escola para participar de uma aula expositiva …”. é um raciocínio correto mas falacioso. Há algum tempo o aluno não precisa de aulas expositivas e não precisa ir à escola da maneira como estamos acostumados. Métodos educacionais e pedagógicos tem sido discutidos e a evolução é considerável, seja qual for a teoria do desenvolvimento pedagógico (ver Psicologia do Desenvolvimento).

Por outro lado, o desenvolvimento dos educandos permitirá que professores “virem” o disco e percebam que o “Lado B” pode ser muito mais interessante do que o “normal” de até então.

A pandemia foi decisiva para acelerar este processo evolutivo que estava travado; a educação e ensino, decerto, deverão ser repensados por pais, educadores, educandos, comunidade e instituições.

Educação e Ensino

Nesse ínterim, vivemos a oportunidade de acelerar as mudanças, o Brasil poderia estar em melhor situação que muitos países europeus e asiáticos. Recebemos o “aviso” da pandemia, de seus efeitos e tragédias, bem antes e nossas autoridades negligenciaram e menosprezaram sob todos os aspectos.

Enfim, se a economia nunca mais será a mesma, as relações e processos educacionais, que já eram anacrônicos, não poderão ser mais iguais no retorno às denominadas aulas presenciais. Dessa forma, alunos e pais que não conheciam determinadas opções e benefícios das tecnologias que dispomos, optarão por uma nova relação.

Entretanto, faz-se necessário frisar que muitos dos educandos e até mesmo educadores não possuem os recursos de forma igualitária, e o Estado tem que prover esta infraestrutura. Da mesma forma que pais poderiam educar seus filhos em casa, esta premissa não se aplica à maioria das crianças e adolescentes.

Papel de cada um

Assim sendo, aqui cabe uma discussão que está sendo jogada para debaixo do tapete há décadas do Brasil,: a obrigação do Estado em dar a melhor educação. Além do Estado, pais e educadores e, em certa medida, educandos, deveriam ser mais participativos e romper a dinastia da cátedra e, porque não dizer, fugir das armadilhas de cartilhas fake.

Teremos com isso espaço para uma escola que, surpreendentemente, cobra R$12 mil por mês e não tem aula online durante a quarentena ?    ( ver artigo no portal UOL )

Anteriormente, para ser mais preciso, quatro anos atrás, escrevi sobre a educação que os gestores municipais deixavam ao final de mandato e o papel dos eleitores. Em “Eleições Municipais e a Bomba-Relógio” o cenário era ruim, agora, com a pandemia à todo vapor, vai ser muito pior, mesmo que incautos e ingênuos pensem que não é e vai passar.

Com toda a certeza, os pais que podem pagar devem estar satisfeitos, mas não seria mais efetivo e inteligente outras formas de gastar uma fortuna como esta na educação do seu filho?

Por exemplo, participo de grupos em redes sociais com educadores e profissionais relacionados à educação, e o que vejo é um enorme corporativismo, com raríssimas exceções, até quando ninguém sabe.

Como no samba-enredo música, tudo é mistério e a cigana não pode ler o meu destino, cada um que faça o seu e ajude o próximo com o dele. De acordo com a maioria dos estudiosos, sem solidariedade, cooperação, responsabilidade, respeito e igualdade, não iremos muito longe.

 

Charge: Duke

 

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

  • Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas.
  • Coloquem aqui, nos comentários, ou na página do Facebook,associada a este Blog.
  • Alguns textos são revisados, outros apresentam erros (inclusive ortográficos) e que vão sendo corrigidos à medida que tornam-se erros graves (inclusive históricos).
  • Algumas passagens e citações podem parecer estranhas mas fazem parte ou referenciam-se a textos ainda inéditos.

Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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