Dia da Fotografia - 19 de Agosto

Dia da Fotografia – A luz no distanciamento social

Dia da Fotografia

Neste dia da fotografia (mundial) queria apropriar desta data para um manifesto contra algumas coisas que as pessoas que ditam regras ainda não entenderam.

Dia da Fotografia ou do Fotógrafo?

Como se não bastasse a desunião de categorias, profissionais etc, nem sobre o dia comemorativo da fotografia temos um acordo. No Brasil, adotaram o dia 8 de janeiro, se bem que tem algum sentido. O planeta convencionou, por questões científicas e históricas, o dia 19 de agosto, como a data destinada a eternizar a fotografia.

Poucos são capazes de imaginar que antes de termos o fotógrafo, teríamos que ter a fotografia. Por outro lado, aqueles que tornaram possível o registro das imagens e estudaram o efeito de luz nesta “magia”, talvez nem pensassem no processo como uma profissão, vai saber …

Desse modo, fico observando esta profusão de datas, sobreposição de dia disso e daquilo e confirmo minha teoria de que datas comemorativas; servem, unicamente, para obnubilar alguma coisa, seja conscientemente ou acidentalmente. Analogamente, já escrevi sobre esta situação desde a criação deste blog (ver a primeira referência em “27 de julho – Liberdade no Dia do Motociclista).

Fico com a data de 19 de agosto como referência para tudo aquilo que eu falar quando o assunto for fotografia ou fotógrafos. (ver artigo em Resumo Fotográfico)

Dia Mundial

Assim sendo, aproveitando esta louca pandemia e a minha indignação com o tratamento dados aos fotógrafos profissionais que atuam em eventos esportivos, faço este manifesto.

A fotografia está acima de quem opera qualquer artefato, para gravar uma imagem. Desde o portador de um celular de última geração que só sabe apontar o dedinho e fazer um registro, até o profissional altamente qualificado e premiado, que tem história de cada registro.

Em outras palavras, não importa se fotografia e retrato são coisas diferentes, muito menos se as “selfies” dominaram o mundo; cada fotografia tem sua história que deve ser contada.

Pandemia

Os protocolos relativos à COVID-19 afetaram a todos. Fotógrafos foram proibidos de estar presentes em eventos esportivos e com as regras e atividades propostas percebe-se que a humanidade e pessoas que criam estes protocolos não entenderam absolutamente nada da vida e de fotografia.

O que tenho visto de protocolos para fotógrafos, repórteres cinematográficos e assemelhados é um crime contra a humanidade.

Este povo estulto que caga regrinhas não sabe nem o poder de uma lente zoom; e a importância do posicionamento de cada fotografo para registro de eventos esportivos. Destaco o registro fotográfico em eventos esportivos porque o público não podendo estar nestes eventos, obteria registros mais apropriados quanto mais câmeras (de vídeos e fotos) estivessem em ação. Por outro lado, a estultice e mesquinhez é tanta que os “pensadores” de protocolos provocam uma “guerra” entre profissionais da fotografia. A maioria destes profissionais só querem transmitir imagens para quem não pode estar presente no evento.

Com toda a certeza, temos que respeitar os protocolos contra a COVI-19, e o distanciamento social pode ser vencido, facilmente, com procedimentos inteligentes e lentes zoom bem operadas. Entretanto, enquanto os que fazem protocolos e ditam regrinhas de credenciamento absurdas estiverem no comando, não conseguiremos mudar uma sociedade que deveria ter entendido a gravidade do momento.

Liberdade

Tenho muitas dificuldades em participar de determinadas associações e representações profissionais pois não me conformo com atitudes corporativistas. A fotografia e os profissionais da fotografia (e não exclusivamente da fotografia de eventos esportivos) não estão isentos deste subjugo.

Desejo que este manifesto seja entendido pelos fotógrafos como um alerta para as mudanças que o mundo está passando e para uma nova visão que devemos nos apropriar das imagens. É necessário que os elaboradores de protocolos entendam o poder de uma lente e que podemos ficar a muito mais de 2, 5 ou 10 metros de cada alvo de registro de imagem. Se bem que, vocês todos, que se apropriam de nossos registros fotográficos, deveriam ser mais compreensivos com as mudanças do planeta,

Viva o dia da fotografia e liberdade aos homens (e mulheres também) de bem, que distribuem fotografias para a humanidade.

 

Imagem: Evandro Oliveira (Agência Minas Esportes)

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

  • Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas.
  • Coloquem aqui, nos comentários ou na página do Facebook, associada a este Blog, certamente serão todos lidos e avaliados.
  • Alguns textos são revisados, outros apresentam erros (inclusive ortográficos) e que vão sendo corrigidos à medida que tornam-se erros graves (inclusive históricos).
  • Algumas passagens e citações podem parecer estranhas mas fazem parte ou referenciam-se a textos ainda inéditos.

Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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