Legislativo Municipal - CMBH

Legislativo Municipal – Mais do mesmo

Legislativo Municipal

A Constituição do Brasil (CF/88) ainda é a Lei máxima do país e está estabelecido na Carta Magna que existem três esferas (Federal, Estadual e Municipal). São três os Poderes que devem ser equilibrados ( deveriam ! ), e no Município ao menos dois dos Poderes constituídos são obrigatórios: O Executivo e o Legislativo. Assim sendo, quando se diz Legislativo Municipal estamos nos referindo à representação do povo na Câmara Municipal da nossa cidade.

Belo Horizonte

É redundante dizer que a Câmara Municipal de Belo Horizonte é o Poder Legislativo e que deveria fazer leis específicas e fiscalizar o trabalho do alcaide de plantão. No nosso município são 41 (Quarenta e um vereadores) eleitos a cada quatro anos que representam, hipoteticamente, a nossa sociedade.

Por outro lado, muito além do factual, existe o real e a composição do legislativo municipal tem sido uma verdadeira colcha de retalhos e representação de interesses de grupos e máfias. Inexiste a concepção de representar a população como coletivo e defender interesses e necessidades da maioria. Tudo naquela casa de Poder é resolvido nos porões e as tais sessões que deveriam ter participação de todos os setores inexistem.

Legislativo Municipal em Vertigem

Assim como os demais poderes em todas as esferas de nosso país, o legislativo municipal está em declínio, moral, ético e operacional.

Os inúteis sevandijas da mídia, que são “representados” em todos os legislativos do país, vão fazendo a cabeça de todos os cidadãos que mal conseguem, entender por que votam. O índice de cidadãos que optariam pelo voto facultativo tem sido crescente, naturalmente porque sentem-se desiludidos ou enganados. Foram adestrados a votar nas pessoas e não em propostas, fazem escolhas erradas e tem vergonha do que fizeram.

Na contramão de tudo que diga respeito à verdadeira Política, os eleitores brasileiros, e Belo Horizonte não é exceção, despreza as eleições para a Câmara Municipal. Este erro de cidadania tem sido fatal para cidades como a capital mineira, que perdeu no seu rumo ao abrigar todos os matizes de habitantes. Analogamente à expansão de Brasília, que recebeu os candangos, a cidade recebeu a todos de braços abertos e perdeu sua identidade histórica e cultural.

O Legislativo Municipal não atua, por exemplo, quando um prédio histórico é derrubado e opta-se por construir um arranha-céu que seja de uma grande corporação. Há muitas décadas, nosso legislativo advoga causas de interesses particulares, vai longe o tempo em que vereador fazia lobby para aprovar determinada lei de zoneamento permissiva e se locupletava com seus “parças“.

Legislatura 2021-2024

Como se não bastasse a estupidez do povo que prefere festas clandestinas e desrespeita regras coletivas, tem uma legislatura que será pior que as anteriores. Nem o fato da renovação de “meia dúzia” de boas promessas de representantes, faz-nos esquecer a quantidade de bons candidatos que ficaram de fora. A (re)eleição de verdadeiros lixos da sociedade é a cara da nossa população; é o cara da “rádia”, o dono do comercinho que faz pregação à noite e até o playboy que faz proselitismo armamentista, homofóbico, racial, misógino nas redes sociais.

Esta é a cara dos mandatários que vão tomar conta da legislação da nossa cidade e fiscalizar o alcaide reeleito, da mesma forma como o bandido das “coxinhas” conduziu por muitos anos.

Em suma, legislativo municipal que apresenta um resultado eleitoral da Mesa Diretora como o de ontem, não pode dar certo. Empossados prefeito e 41 vereadores e seu primeiro ato é selar o compadrio; garantir os acordos eleitorais e dar “tranquilidade” e manter benefícios para a casta de sanguessugas.

Fim de Linha

Certamente, a presidente da casa, Nely Aquino, e seus “parças” de chapa, estão entre o que há de melhor para um Legislativo de estelionatários políticos. Escrevi anteriormente sobre o tem sido a política familiar – Um Negócio (Ótimo) de Pai para Filho – e que a maioria dos eleitores nem presta atenção, e que agora inclui, mãe, irmãs, afilhados et caterva. O que, anteriormente, era dever e trabalho cívico transformou-se em modo de vida de vagabundos(as).

As honrosas exceções – no caso do legislativo municipal do Arraial do Curral Del Rey não passa, com toda a certeza de 1/3 – serão insuficientes para tentar mudar nosso quadro social. E a população continuará sem entender a importância de se votar e começar a mudar pelos vereadores.

O Legislativo Municipal de Belo Horizonte é, com toda a certeza, a versão mais clara e patente do escárnio para com o povo. Não reclamem pois de enchentes, falta de atendimento à saúde, educação, emprego, transporte público. Os novos tempos que a pandemia exige, não virão com estes áulicos citadinos que formam a maioria da CMBH.

P. S. Defendo, há muito tempo, que qualquer mudança começa pela revolução no Legislativo Municipal, em vão, as politicagem e busca por votos obnubila a todos na política; sigo como Diógenes ou Quixote …

 

Imagem: Comunicação Institucional CMBH

Nota do Autor

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Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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