Gênero Neutro - Youtube

Gênero Neutro – Professores em Ação

Professores

Durante o ano de 2020, depois de muita reflexão, resolvi mudar algumas coisas neste espaço virtual. Assim sendo, elegi como uma das resoluções para 2021 ( Resoluções sustentáveis para 2021 ) modificar um pouco a estrutura dos textos e aproveitar os “temas da moda”. Não importa se estes temas das sejam das redes sociais, do noticiário de canais confiáveis ou de fake news. Pretendo também “navegar na onda das hashtags e, desse modo, aproprio-me da abordagem de uma professora de português sobre o tema Gênero Neutro.

Outrossim, esta nova linha de exposição de opinião é uma espécie de provocação a educadores, desde os neófitos de redes sociais aos decanos petrificados no ‘cuspe e giz” da lousa negra. Analogamente, tentarei levar o tema a grupos nas diversas redes sociais, conto com a leitura e debate de todos interessados nestas “polêmicas”.

Aula de Gênero Neutro

Embora não inédito o fato de apropriar-me de textos alheios para construir um texto, este aqui tem algumas peculiaridades. Utilizo-me de texto atribuído a Vivian Cabrelli Mansano, professora de Inglês, a quem foi atribuída a autoria de “Professora de Português dando aula”.

No “original” das redes sociais, utilizado de maneira ideológica começa com:

Vamos conversar com a tia.
“Não sou homofóbica, transfóbica, gordofóbica.
Eu sou professora de português.

Causa-me espécie que uma professora de inglês ( pelo perfil supracitado no Linkedin ) se apresente desta maneira, mas tudo bem, eu entendo. Adicionalmente, fiquei assustado com a profusão de imagens ( na realidade memes ) com frases não pertencentes ao textos que estão sendo apropriadas para justificar o uso “ideológico” para defender uma posição em relação a questão de gênero.

Por outro lado, não tenho a mínima ideia do que motivou o referido texto e onde foi publicado originalmente (inquiri a autora mas não obtive resposta, até o momento, sobre a publicação original).

Pelo que depreendi, a questão é que numa aula de português ela (a autora Vivian Mansano) teria sido chamada de “desrespeitosa”. A questão era a mudança da vogal temática de substantivos e adjetivos ou até mesmo de substantivos adjetivados na questão de definição de gênero. Com toda a certeza, a frase “Gênero é definido pelo artigo que acompanha a palavra” tem a minha concordância e definiria tudo. Seria inútil a quantidade de explicações que o texto contêm. Eu escreveria, por exemplo, a palavra presidente com o artigo “O” ou o artigo “A” para definir o gênero do ocupante do cargo.

Sexo x Gênero Neutro

Visto que a autora entende que a vogal temática não pode ser usada para a questão de vocábulos e definição de gênero dos substantivos e adjetivos (SMJ), fico preocupado. Em outras palavras, quando ela escreve “… entendam de uma vez por todas que gênero não existe, é uma coisa socialmente construída. O que existe é sexo.” fiquei em duvida de como seus alunos, dependendo da faixa etária e capacidade cognitiva receberiam tal afirmação peremptória.

Seria esta a forma mas apropriada de se trabalhar a questão da educação e debate sobre temas cotidianos com educandos ?

Em seguida, a autora fala de outras acepções da palavra gênero, que não possuem a mínima relação com a questão de gênero neutro que a autora tenta impor.

Finalmente ela conclui com um parágrafo que, IMNSHO, não ajuda muito na questão de (RE)pensar a educação.

Conforme o texto:

E entendam em terceiro lugar que vocês podiam tirar o dedo da tela e parar de falar abobrinha, e se engajar em algo que realmente fizesse a diferença ao invés de ficar arrumando pano pra manga pra discutir coisas sem sentido.

Enfim, nestes tempos estranhos onde grassa a falta de educação, a estultice e a enorme e vasta superficialidade das pessoas, das coisas e ideias pareceu-me impróprio.

Por isso, defendo a ideia de que as pessoas devem ler mais, como sugeri no texto “O Grande Segredo da Idade Mental Revelado“. Engajamento deve ser na leitura de coisas que suscitem o debate e não em textos com definições prontas, acabadas e de viés ideológico.

(Re)pensando a Educação

Em uma das versões que pesquisei e identifiquei o texto, a imagem usada era a imagem a seguir.

Reprodução: Facebook

Embora eu veja que existem muitos retardados, chamo-os de teleguiados, patetas, tapados etc. nas redes sociais, creio que a questão de uso do pretenso “pronome neutro” como “X” “@”, “E” não define ninguém como retardado, só comprova que temos muita gente inculta nas redes sociais.

Sem dúvida alguma, falar de Gênero Neutro é a típica discussão de rede social inútil e estéril, e o combate à denominada ideologia de gênero é feito por professores que ainda não entenderam a história.

 

Imagem: Reprodução Youtube

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

  • Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas.
  • Coloquem aqui, nos comentários ou na página do Facebook, associada a este Blog, certamente serão todos lidos e avaliados.
  • Alguns textos são revisados, outros apresentam erros (inclusive ortográficos) e que vão sendo corrigidos à medida que tornam-se erros graves (inclusive históricos).
  • Algumas passagens e citações podem parecer estranhas mas fazem parte ou referenciam-se a textos ainda inéditos.

Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

 

 

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