Discurso da Servidão Voluntária - Youtube

Servidão Voluntária – Bolsominions, Cruzeirenses e o Poder

Bolsominions, Cruzeirense e o Poder

É um grande dilema tentar explicar o significado do oxímoro Servidão Voluntária a bolsominions e cruzeirenses. Precipuamente, pode-se afirmar que é  “… como explicar que o homem, o único naturalmente feito para viver livremente, seja aquele que se sujeita a um jugo que nem mesmo os animais aceitariam sem primeiro lutar contra ele e sem serem forçados a ele. …” (1)

Com toda a certeza, ao ler este primeiro parágrafo e ver que uma carapuça está prestes a ser ajustada, o tempo de permanência nesse texto, de alguns leitores, será exíguo. Do mesmo modo, fiz a referência ao texto de Marilena Chauí, Professora Emérita da USP pois tenho a plena convicção de que aprendizes de déspotas sequer terão a coragem de clicar no link só por verem o nome da autora.

Costumo dizer, eventualmente, que futebol, política e religião não devem se misturar, ao contrário dos déspotas esclarecidos que disseminaram a frase de que estes temas não deveriam ser discutidos. E, data venia, a situação do Cruzeiro e dos cruzeirenses assemelha-se, surpreendentemente, a dos brasileiros que estão subjugados por tiranos. Desse modo, ao misturar Política e Futebol, não estou imiscuindo um assunto no outro mas usando a mesma lógica para mostrar como são perversos os tiranos e déspotas esclarecidos.

Servidão Voluntária

Alguns diriam, açodadamente, que é um paradoxo ou um despropósito; entretanto afirmo que a servidão voluntária é, segundo tudo preconizado por La Boètie, o que vivemos hoje no Brasil e, porque não dizer, nas hostes cruzeirenses. É desoladora a situação em que os cruzeirenses se encontram em relação ao futebol e os brasileiros em relação à vacinação e política nacional.

Podemos mencionar toda a história do Cruzeiro como fiz, metaforicamente e usando Maquiavel, desde final de 2017 e expresso em “Maquiavélico – Filosofando Maquiavelicamente“. Como se não bastasse, naquele ano de 2018, experimentamos a mesma face da servidão voluntária quando uma nação escolheu defender a tese da “escravidão por natureza” de Aristóteles. O contraponto, apresentado por La Boètie era de que a liberdade e não a servidão era um direito natural.

Por outro lado, surge um paradoxo, mesmo que um tirano assuma o poder, numa nação ou à frente de um clube de futebol, é necessária passividade extrema para que ele se mantenha no poder.

Enfim, a dúvida quase existencial que se apresenta é: mesmo que o poder tenha sido usurpado, a servidão voluntária mantêm o tirano por quais motivos?

A ação do agente livre inexiste em nossa sociedade; inegavelmente, somos uma terra e nação de rudes, incultos e bárbaros como descreveu o Prof. Del Picchia em “A República da Panakia“?

O Futuro da Servidão Voluntária

A força de um tirano vem de parte de seus súditos. Nenhuma pessoa racional abre mão de sua liberdade e adota a servidão voluntária. Os agentes de uma sociedade normal visam a amizade e o bem comum, aqui no Brasil chamam, pejorativamente, de comunistas. Assim sendo, temos uma horda de bolsominions e cruzeirenses agindo em prol da manutenção do tirano, com a perspectiva de servirem mas subjugarem seus semelhantes.

A servidão voluntária dos brasileiros é expressa na briga pela vacina contra COVID-19; não vai ter para todo mundo e virou um salve-se quem puder. Analogamente, a servidão voluntária dos cruzeirenses foi um pouco destruída com o fim do sonho de um Centenário “glorioso” e seguem firme na dominação do tirano e no amplo uso da crença dos “operadores” de milagres.

Em suma, bolsominions e grande parte dos cruzeirenses são agentes de uma servidão voluntária e o negacionismo com outros dogmas mantêm os grilhões e as ilusões do impossível.

Cadeia Tirânica

Nesse ínterim de enganação tirânica, não tem espaço para opositores e quem fala “a real” é crucificado. Os tiranos subalternos, no caso dos bolsominions os “formadores de opinião” via fake news e no caso dos cruzeirenses os “influencers” de Youtube, são a chave da maldade e perpetuação no poder.

La Boètie é perfeito ao definir que “… cada elo da cadeia aceita ser tiranizado para tiranizar, multiplicando o domínio e a servidão voluntária“. Em outras palavras, cada “revolucionário” que adere a um tirano maior, deseja tiranizar outro que deveria ser igual a ele.

Esta cadeia tirânica é representada na política pelos governadores e prefeitos e no futebol e no Cruzeiro por dirigentes, conselheiros e assemelhados. A frase “Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos ! ” atribuída a um filósofo humorista popular é bem a antítese do que desejam os tiranos e seus teleguiados. Certamente, eles não pensam em restaurar nenhuma moralidade, ética, liberdade natural e sim avançar na cadeia tirânica do mal e da servidão voluntária.

Os prudentes

Os prudentes ou realistas são mal vistos e exilados, nós (sim, eu me incluo) somos adeptos da amizade, da igualdade, da liberdade e justiça. Defendemos o bem recíproco, onde o malefício, a tirania e exploração de semelhantes deve ser repelida.

Talvez seja necessário que nação brasileira e também nação cruzeirense exterminem a servidão voluntária, como se isso estivesse sob nosso controle. Todos tem direito a vacina e todos tem direito de participar em condições de igualdade nas decisões sobre a nação e o clube esportivo. Déspotas esclarecidos, capitães-do-mato, políticos aproveitadores e venais devem ser desmascarados e expostos em praça pública.

Dado o exposto, não é suficiente ser prudente e racional, é preciso juntar forças e explicar que fazer panelaço na varanda ou jogar à fogueira este ou aquele dirigente ou político serviçal, não muda e nem comove o tirano. Ações isoladas e desconectadas da farsa implementada por tiranos que assumiram o poder pela força ou pelo voto falsamente democrático, não são nada. Sede é tudo, como no comercial de refrigerante.

Não resta ao homem de bem outra alternativa senão remover tiranos do poder. Se bem que tem muita gente pensando que por torcer para outro time de futebol ou serem de outra nação ou estado da União, isso não lhe diz respeito; ledo engano !

Dois Males

Queremos vacina, queremos Liberdade, nem que seja como na bandeira de Minas Gerais (“Libertas quæ sera tamen”) frase de sentido dúbio e polêmico. Não me venham com planos fraudulentos e anacrônicos de vacinação e muito menos com proposta de clube-empresa falaciosa e sob comando de tiranos.

Enfim, a ideia de que “… se ao deliberar calculando entre dois males, escolherem o mal menor em vez de mal nenhum …” pode parece inteligente, não é, nunca foi, nunca será e não nos livra da servidão voluntária.

 

P. S. Nesta data, uma nação do hemisfério norte imagina estar saindo de uma servidão voluntária crônica e ficando livre de uma péssima escolha que fez. Digo que eles estão entrando noutro estágio de servidão voluntária e que brasileiros vão junto. Fico preocupado é com os acontecimentos lá, como relatei em “O Sobrevivente Designado“.

 

(1) Marilena Chauí, in A Origem do Poder , citando La Boètie e o “Discurso da Servidão Voluntária”.

É VERDADE

Espaço destinado a verdades em Pindorama que se contar, ninguém acredita e, provavelmente, não serão notícias boas. Será feita ao menos uma indicação por texto e, eventualmente, mais de uma poderá ser publicada.

 

Imagem: Reprodução Youtube

Nota do Autor

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Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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