Perennial Gen

Perennial Gen – A verdadeira Geração Raiz

Next Generation

A discussão de gerações está associada a questões de marketing ( IMNSHO ) e surgiu após a Segunda Guerra e o nascimento de consumidores para uma nova economia. Desde então, muitos estudos sobre as gerações foram criados e é compreensível que o ” Conflito Intergeracional ” fosse uma decorrência natural. Portanto, sou da geração indicada como Baby Boomers, no limiar da Geração X, o que por si só já é um conflito. Desse modo, resolvi me enquadrar numa outra classificação mais apropriada aos meus hábitos e comportamento, sou da Perennial Gen.

Perennial Gen

Uma espécie de rebeldia caracteriza aqueles(as) que se autodenominam  como inclusos na Perennial Gen e sentem-se incomodados com as classificações “mercadológicas”.  Por outro lado, conseguimos ( os Perennials ) ver o mundo com muito mais qualidade e imune a modismos e vieses deste ou daquele epistemólogo maluco.

Desde algum tempo atrás,  o abismo intergeracional tem sido reduzido e a discussão de conflito de gerações acirrou-se. Contudo, a tecnologia, mais do que o ” mercado ” e ideias de marketing, passaram a ser determinantes quando a questão do Conflito de Gerações torna-se pujante. Organizações privadas, setor público e famílias apresentam os mais graves problemas gerados a partir do conflito.

Conflito de Gerações

Considerando a antiga premissa de separação de 25 anos de uma geração para outra, que tem sido reformulada a cada 5 anos, temos um quadro de gerações. Com efeito, essas gerações foram definidas, a partir de estudos sociológicos críveis, em:

Gerações do Mundo Ocidental

  • Lost Generation – 1883 ~1900
  • Greatest Generation – 1901 ~ 1927
  • Silent Generation – 1928 ~ 1945
  • Baby Boomers – 1946 ~ 1964
  • Generation X – 1965 ~ 1980
  • Gen Y – Millennials – 1981 ~ 1996
  • Generation Z – 1997 ~ 2012
  • Generation Alpha – 2010 ~ ? ? ?

Fonte: Wikipedia (1)

Desse modo, observa-se uma sobreposição entre a Geração Z e a Geração Alpha. O que já acontecia desde a transição dos Baby Boomers e a Geração Z e foi, surpreendentemente, admitido só recentemente. A faixa etária de 25 anos que definia uma diferença de gerações tem sido reduzida de forma proporcional à evolução da tecnologia e adaptação dos humanos com acesso às tecnologias e modernidades.

As novas gerações têm pressa, e como não podia deixar de ser, provocam até conflito entre eles ( os da mesma ” raça geracional ” ) provocando a criação de expressões como Xennials. Em outras palavras, a definição de gerações depende de localização geográfica, do aculturamento e até da condição social. No caso da microgeração Xennials, seriam aqueles entre a Geração X e Millennials que tiveram uma infância ” analógica ” e a adolescência e vida adulta num mundo digital. Desse modo, sinto-me à vontade pois meus filhos encaixam-se, ou não, nestas definições e os resultados estão aí para corroborar ou contraditar qualquer sociólogo.

Gerações Perdidas

Contudo, não podemos deixar de ressaltar as gerações perdidas nos estudos sociológicos e os nomes atribuídos a elas. Por exemplo, fico em dúvida se a ” Greatest Generation ” foi realmente a grande geração, pois foram eles que viveram a 1a Grande Guerra e pariram a 2a Guerra Mundial,

As discussões podem ir muito longe, a transição entre gerações tem sido muito discutida e estudos sobre a diferença de gerações entre sociedades diferentes é relevante. Por exemplo, a classificação brasileira e estadunidense para gerações é diferente (2) sob a ótica do consumidor, e que pode não se aplicar a outro país.

Sou Perennial Gen

Uma das propostas deste Blog é escrever sobre tudo e todas as ideias e coisas. Certamente, o conflito e como as gerações se comportam diante dos problemas é pauta constante. A partir das premissas de pensamento que indiquei em ” As 7 virtudes do Bushido ” entendo que torno-me habilitado para ser um Perennial Gen.

Muito escreverei sobre estas relações, a maioria conflituosas, mas que estão colocando como inimigos as pessoas de gerações diferentes que deveriam se complementar. A briga por espaço e por ter razão ao invés de ouvir o que o outro tem a dizer recrudesce de forma perversa todas as relações familiares, pessoais, profissionais.

Conflitos

Eventualmente, utilizarei termos que não serão agradáveis para quem se sentir ” enquadrado ” na minha opinião e visão sobre o assunto. É provável que as pessoas não entendam que falo genericamente e que existem exceções para todas as abordagens e conceitos que apresento. Infelizmente, é impossível um discurso escrito obter interpretação única de mais de dois leitores. As redes sociais, especialmente microblogs, que se prestam a escrever pouco, é que são apropriadas para ter somente o ” curtir “. Por outro lado, coitado daquele que se insurge contra um pensamento rasteiro que pode ser alvo de muitas interpretações.

Decerto, a maioria das pessoas que começam a ler meus textos, visto como maçantes, terão o seguinte primeiro comentário:  ” Que texto grande “. Faz parte da preguiça mental que solapa gerações inteiras e que tem proporcionado a elevada queda de crescimento mental e intelectual da população. Enfim, o acesso às tecnologias pode determinar a qual geração você pertence. Entretanto, jamais vai determinar sua capacidade cognitiva ou condição de juntar o ” lé com o cré “.

#Maktub !

 

P. S.

Sou nascido em 1960, sou atemporal, taciturno, perene e geek desde a adolescência quando o termo nem existia no Brasil. Sou um legítimo Perennial Gen, ou da turma dos Perennials-Raiz. Esta condição e autoconhecimento tem provocado mais conflito com os Alpha, Centennials e outros, que chega ao nível do preconceito extremo. Como se não bastasse, é entristecedor que os da minha própria geração, até por ignorância, não aceitem um transgeracional. Em suma, entendam que sou atemporal e não escrevo de forma lacônica para transparecer um ” conectado ” qualquer.

 

(1) Nomes mantidos no idioma inglês, da forma como são reconhecidos na maior parte do mundo.

(2) Geração Baby Boomer, X, Y ou Z: Veja onde você se encaixa

 

Imagem: Reprodução Espaço da Mente

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

  • Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindos.
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  • Algumas passagens e citações podem parecer estranhas mas fazem parte ou referem-se a textos ainda inéditos.

Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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