Entre sem bater - Sócrates - Um bem e um mal

Entre sem bater – Sócrates – Um bem e um mal

Entre sem Bater

Este é um texto da série “Entre sem bater” ( Uma leitura, acima de tudo, “obrigatória” ). A cada texto, uma frase, citação ou similar, que nos levem a refletir. É provável que muitas destas frases sejam do conhecimento dos leitores, mas deixaremos que cada um se aproprie delas. Entretanto, algumas frases e seus autores podem surpreender a maioria dos leitores. É provável que Sócrates não deixou nada escrito, seria isso “Um Bem” ou um mal?

Cada publicação terá reprodução, resumidamente, nas redes sociais Pinterest, Facebook, Twitter, Tumblr e, eventualmente, em outras isoladamente.

As frases com publicação aqui têm as mais diversas origens. Com toda a certeza, algumas delas estarão com autoria errada e sem autor com definição. Assim sendo, contamos com a colaboração de todos de boa vontade, para indicar as correções.

Na maioria dos casos, são frases provocativas e que, surpreendentemente, nos dizem muito em nosso cotidiano. Quando for uma palavra somente, traremos sua definição. Em caso de termos ou expressões peculiares, oferecemos uma versão particular. Os comentários em todas as redes sociais podem ter suas respostas em cada rede e/ou com reprodução neste Blog.

Sócrates

A princípio, dizem que Sócrates não deixou suas ideias e conhecimento com algum tipo de registro. Desse modo, é grande a dúvida se o que se atribui a ele e outros filósofos são realmente da autoria que anunciamos. Diógenes, Plutarco, Xenofonte, Platão e tantos outros podem ter feito aforismos ou evoluírem pelo pensamento do mestre.

A frase em questão é muito simples e foi Diógenes Laércio que registrou de maneira que vêm obtendo versões diferentes. Do mesmo modo como outra frase famosa que simplificamos com um “Só sei que nada sei.

Sócrates ( a.C. 470 – 399 a.C.) foi um filósofo grego de Atenas, considerado o fundador da Filosofia Ocidental e um dos primeiros filósofos morais da ética do pensamento. Uma figura enigmática, Sócrates não escreveu nenhum texto e é conhecido principalmente através dos relatos póstumos de escritores clássicos. Seus alunos Platão e Xenofonte são, certamente, os maiores relatores. Esses relatos são escritos como diálogos, nos quais Sócrates e seus interlocutores examinam um assunto no estilo de pergunta e resposta. Assim sendo, deram origem ao gênero literário diálogo socrático. Relatos contraditórios de Sócrates tornam a reconstrução de sua filosofia impossível, uma situação conhecida como o problema socrático. Sócrates era uma figura polarizadora na sociedade ateniense. Em 399 a.C., ele foi acusado de impiedade e corrupção da juventude. Após um julgamento que durou um dia, ele foi condenado à morte. Ele passou seu último dia na prisão, recusando ofertas para ajudá-lo a escapar.

Fonte: Wikipedia (Inglês)

Um bem e um mal

Em tempos de estranhos destas redes sociais imediatistas, relacionar um bem ao conhecimento e um mal à ignorância exige atenção e paciência.

Assim sendo, é preciso definir e contextualizar as quatro palavras relevantes da frase:

  • Bem
  • Conhecimento
  • Ignorância
  • Mal

Podemos afirmar, com toda a certeza, que cada pessoa, atualmente, tem definições completamente diferentes para cada uma delas. Desta forma, se presentes numa mesma frase, pode significar ao menos um fatorial de quatro ( 4! ) concepções diferentes. Em outras palavras, para uma mesma pessoa, seriam duas dúzias de interpretações, dependendo das circunstâncias e do momento de cada um.

Desse modo, imaginem o que duas pessoas podem provocar ao escrever uma frase destas num espaço que limita o pensamento em 280 caracteres.

Por isso, é impossível, e uma insanidade querer discutir em redes sociais algo que qualquer uma das partes não consegue entender. Certamente, fica muito pior quando um dos interlocutores têm opinião de segunda mão(1) ou não respeita a inteligência das pessoas(2). É absolutamente um discurso estéril e improdutivo e a maioria das pessoas continua insistindo.

Evolução humana

É provável que Stephen Hawking tenha acertado em cheio quando disse sobre a Inteligência Artificial(3). Atualmente, a pauta das redes sociais passou a ser o tema Inteligência artificial (IA), com destaque para a plataforma ChatGPT. Anteriormente eu imaginava que somente no Brasil as coisas ( marcas ) viravam nome próprio ou substantivo. Por exemplo, lâmina de barbear virou “Gillete”, cópia reprográfica virou “Xerox”, dentre outras tantas sandices. Entretanto, vejo que o problema é global no caso da plataforma de IA.

Podemos dizer que estamos evoluindo com a IA?

Parece que não, para que um bem ( o conhecimento ) está nos causando um grande mal. A humanidade que tem o privilégio de conexão à Internet, que poderia ter acesso à informação como nunca antes, está em degenaração. Existem inúmeras plataformas que fazem a mesma coisa, até melhor do que ChatGPT, mas a limitação do pensamento é assustadora.

Em suma, quanto mais avançamos em um bem, avançamos no outro, na ignorância.

A prova cabal de que tudo está perdido foi a ideia de que a Terra é plana.

Inquestionavelmente, nem se houvesse um milhão de pensadores como Sócrates ou Freud daria conta deste povo. Preferem seguir “pensadores” como Neymar, MC Pipokinha, Elon Musk e similares.

Como se não bastasse, existe muito mais do que um bem ou um mal, e eu “Só sei que nada sei“. Tenho quase absoluta certeza que se Sócrates vivesse nos dias de hoje não diria que só existe um bem e um mal.

Enfim, a batalha, e possivelmente, a guerra estão perdidas, um bem não vale nada se o mau uso dele prejudica muito mais pessoas.

 

(1) “Entre sem bater – Mark Twain – Segunda Mão

(2) “Entre sem bater – Fernanda Young – Inteligência das Pessoas

(3) “Entre sem bater – Stephen Hawking – Inteligência Artificial

P. S.

“Um bem”, neste caso, não é um termo com duas palavras de função.

 

Imagem: Entre sem Bater – Sócrates – Um bem e um mal

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

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Agradeço a todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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