Entre sem Bater
Este é um texto da série “Entre sem bater” ( ← Uma leitura, acima de tudo, “obrigatória” ). A cada texto, uma frase, citação ou similar, que nos levem a refletir. É provável que muitas destas frases sejam do conhecimento dos leitores, mas deixaremos que cada um se aproprie delas. César Menotti e Fabiano não são belo-horizontinos, mas demonstram muito amor pela “Nossa Beagá“.
Cada publicação terá reprodução, resumidamente, nas redes sociais Pinterest, Facebook, Twitter, Tumblr e, eventualmente, em outras isoladamente.
As frases com publicação aqui têm as mais diversas origens. Com toda a certeza, algumas delas estarão com autoria errada e sem autor com definição. Assim sendo, contamos com a colaboração de todos de boa vontade, para indicar as correções.
Na maioria dos casos, são frases provocativas e que, surpreendentemente, nos dizem muito em nosso cotidiano. Quando for uma palavra somente, traremos sua definição. Em caso de termos ou expressões peculiares, oferecemos uma versão particular. Os comentários em todas as redes sociais podem ter suas respostas em cada rede e/ou com reprodução neste Blog.
César Menotti e Fabiano
A utilização de letras de músicas ou a citação de autoria para duplas é raramente aplicável a esta trilha. Entretanto, datas especiais requerem excepcionalidades. A frase de hoje não tem nada a ver com filosofia, não exige nenhuma reflexão e nem muito da mente das pessoas. É somente uma declaração de amor à nossa Beagá, como na música da dupla que não nasceu aqui. Surpreendentemente, as pessoas se perguntam quem é César Menotti e quem é Fabiano. Existe uma razão para nomes de duplas e a posição que eles assumem nas fotos. #FicaaDICA !!!
César Menotti & Fabiano é uma dupla sertaneja brasileira formada pelos irmãos César Menotti da Silva (Itapira, 24 de março de 1982) e Fabiano José da Silva (Califórnia, 30 de dezembro de 1977). Inicialmente a dupla chamava-se Fábio & Fabiano, também irmãos. Posteriormente Fabiano formou com César Menotti a nova dupla, mantendo a parceria até hoje. O terceiro irmão e antigo parceiro de Fabiano, Fábio Lacerda, hoje é produtor musical, empresário da dupla e pastor neopentecostal.
Fonte: Wikipedia (Português)
Nossa Beagá
Hoje é dia 12 de dezembro, aniversário de inauguração de Belo Horizonte, minha cidade natal. Nasci aqui, cresci aqui, morei longe, mas nunca imaginei fixar residência em outro lugar. Belo Horizonte, BH ou Beagá(*) é minha casa, minha paixão e meu orgulho.
A princípio, é natural que uma cidade como Beagá tenha, quando se aproxima a data de sua inauguração, muitos textos e odes de amor. Desse modo, pululam alguns textos feitos por muita gente que nasceu numa Beagá que engoliu a verdadeira “Cidade Jardim“. É assustador ver as mentiras e os textos absurdos publicados por grandes portais e influenciadores da pior qualidade.
Sou de uma rara terceira geração de nascidos aqui, e meu filho e neto são a quarta e a quinta geração. Contudo, isso não significa nada em função de que a cidade recebeu legiões de moradores de outras cidades. Uma cidade fruto de planejamento e disputa política, que cresceu e apresenta coisas boas e ruins, mas que amamos.
Assim sendo, como nasci nesta capital, estudo sua história e lamento o que aconteceu com a cidade, principalmente nos últimos 40 ou 50 anos. Desde a gentrificação(1) de algumas regiões até a especulação imobiliária, que há quase 100 anos destrói nossa memória, está terrível.
Como se não bastasse, além das mentiras e idiotices, a superficialidade e modernidade tomaram o Arraial do Curral Del Rey de assalto.
Eu amo Belo Horizonte
Como disse, este texto foge bastante da ideia da trilha “Entre sem bater“, entretanto, não nos furtaremos a debater a cidade, sempre.
Tenho uma paixão eterna pela cidade, por muitos motivos.
Primeiro, porque é uma cidade linda ao seu modo, embora sua beleza esteja sofrendo com administrações desastrosas. A pior legislatura da história de 126 anos da nossa Beagá ainda ganha título de eficiente na mídia sevandija.
Por outro lado, parte da arquitetura moderna e arrojada, que convive com um pouco da arquitetura original, merece destaque. A arquitetura e algumas obras, como o conjunto da Pampulha, mostram uma mineiridade para o mundo.
As ruas possuem arborização razoável, muitas praças recebem cuidados e alguns prédios dão cor e vida, infelizmente, somente em poucos setores. Por outro lado, parte da cidade possui tudo de ruim, como outras metrópoles, e o abismo social reflete isso na urbe.
Segundo, porque BH é uma cidade culturalmente rica. Aqui encontramos museus, teatros, cinemas, bibliotecas e centros culturais de todas as modalidades. A cidade também é sede de grandes eventos, como o Festival Internacional de Teatro (FIT) e outros eventos culturais.
Terceiro, porque BH é uma cidade gastronômica. Aqui encontramos uma grande variedade de restaurantes, bares e botecos que servem comida mineira e de todo o mundo. A cidade também possui a comercialização de uma variedade de queijos, alguns dos “melhores do mundo”, que impressionam.
Nossa Beagá Única
A nossa Beagá também é uma cidade única, com características que só existem aqui. Mesmo que alguns portais e péssimos redatores de páginas caça-cliques ( ver clickbait ) escrevam absurdos sobre isso.
A Avenida do Contorno, por exemplo, é uma avenida circular que começa e termina no mesmo lugar. Ela é tão famosa com o nome de “do Contorno” que a maioria da população não conhece seu nome original.
Outra curiosidade peculiar é a Rua do Amendoim. Uma rua que não é tão íngreme e na qual os carros, se livres, sobem a rua sozinhos. É uma sensação única e que mostro a todos que ciceroneio quando faço receptivo.
A Lagoa da Pampulha é outra atração imperdível ímpar de BH. Essa lagoa urbana é artificial, originou-se nos anos 1940 e tem muita história. Ela é, certamente, um dos principais cartões-postais da cidade e abriga uma grande variedade de animais, como capivaras e jacarés.
Por fim, nesta lista não exaustiva, a nossa Beagá é uma cidade que reúne a maior diversidade de queijos do mundo na terra dos queijos. Aqui encontramos queijos de todos os tipos, tamanhos e sabores, um verdadeiro paraíso para os amantes de queijos.
Curiosidades
Amo BH por muito mais do que atrações, curiosidades, cultura, diversidade, apresentar alguns detalhes dessas curiosidades é muito pouco. Por outro lado, sinto-me sem qualificação para escrever um livro, fazer uma música ou outra manifestação de apreço pela cidade e seu povo.
Em suma, confesso que sou parcial e determinação e perseverança suficientemente para fazer pequenas homenagens a Beagá.
Avenida do Contorno
A Contorno circunda o que, atualmente, denomina-se hipercentro de Belo Horizonte. Ela tem um comprimento pouco superior a 11 quilômetros e é uma das principais vias da cidade. A avenida, assim como a cidade, teve projeto do arquiteto Aarão Reis e sua equipe. Além do projeto básico, eles foram responsáveis pelo plano de urbanização de Belo Horizonte, um fiasco.
O objetivo da avenida era criar uma barreira artificial entre o centro da cidade e as regiões suburbanas. Desse modo, algumas ruas mudavam de nome quando saíam do limite da Contorno. Esta regra ainda existe e a pessoa anda por uma rua e ela “muda de nome“. Contudo, existem duas ruas que “desrespeitam”, ainda hoje esta proposta, mesmo que muita gente da mídia afirme que é somente uma.
Ela é uma referência na cidade para moradores e turistas se deslocarem de um ponto a outro. Entretanto, quem fica circulando por toda a avenida deve ser somente o transporte coletivo da linha “Circular”. Motorista que rodar por mais de 50% da extensão da avenida, para ir de um ponto ao outro, bom sujeito não é.
Rua do Amendoim
A Rua do Amendoim é uma rua de pouca inclinação que fica na região de nome Mangabeiras. Como sua localização está numa área “suburbana”, que só teve ocupação intensiva após a metade do século XX, devia ser um caminho natural. A rua recebeu pavimentação entre terrenos irregulares e tem seu trajeto tortuoso e estranho.
Ela está pouco abaixo da Praça que ganhou o nome de Praça do Papa, pela visita e celebração de missa pelo Papa em 1980. O local era a preferência de jovens por ser ermo e onde era possível “namorar” sem incomodar ninguém.
A descoberta da característica e curiosidade da pequena rua contou com o acaso.
Alguém, imaginando estar numa rua plana, deixou o carro desengrenado e, surpreendentemente, o carro começou a se movimentar. A impressão, que alguns atribuem a uma ilusão de ótica, é de que a rua parece um aclive e o carro sobe “sozinho”.
Desse modo, a rua virou atração turística e entrou para o anedotário da cidade, muitos temem até trocar o asfalto para não perder a magia.
Lagoa da Pampulha
A Lagoa da Pampulha é uma lagoa artificial que fica na região conhecida como Pampulha (origem do Latim Pampanus). É provável que sua criação fundamenta-se na proposta de uma “praia” para os mineiros, uma ideia muito louca. Tornou-se, contudo, o principal cartão-postal da cidade pelo conjunto arquitetônico.
Surpreendentemente, a Lagoa da Pampulha deixou de ter uso para as atividades originais do projeto e hoje tem sua fama nos adereços.
Entretanto, a lagoa abriga uma grande variedade de animais, como capivaras, jacarés e outros bichos. Seu entorno é um importante local de lazer para moradores e turistas. E pensar que, quando eu era bem mais novo, antes dos anos 1980, costumava pescar na sua orla.
A Lagoa da Pampulha resiste às dezenas de áulicos que abusam da especulação e a deixam em mau estado de conservação há décadas.
O importante símbolo da nossa Beagá, embora seja uma atração para quem visita a cidade, diminui seu espelho d´água e recebe muita água ruim.
Terra dos Queijos
É provável que Belo Horizonte, além de ser a “Capital do Botecos” passe a ter o apodo de “Capital dos Queijos“, sem produzi-los. Tudo porque a cidade abriga uma grande variedade de estabelecimentos que comercializam queijos, de todos os tipos, tamanhos e sabores.
Não tenho registros de queijos de leite de vaca, ovelha, búfala ou de cabra com produção na nossa Beagá. Entretanto, a produção de queijos mineiros, em todas as regiões, têm comercialização nos mercados e autônomos da cidade. Conheço e tenho parentes que produzem queijos em várias regiões e vendem na cidade para varejistas ou consumidores.
São os melhores !
Os queijos da nossa Beagá, na realidade, não são daqui, são de Minas Gerais, são do mundo. Curiosamente, o aeroporto de BH, que está noutra cidade, deve ser o único aeroporto internacional do mundo que vende queijos frescos, a conferir.
Nossa Beagá – 126 Anos – Lugar melhor não há !
Enfim, Belo Horizonte é uma cidade única, com características e curiosidades que só existem aqui. Com toda a certeza, esta pequena lista poderia suscitar textos inteiros, ou até mesmo livros ou teses de doutorado.
Meu papel é escrever aqui para protegê-la e defendê-la, com suas virtudes, defeitos e habitantes que nem deveriam morar aqui.
Parafraseando Guimarães Rosa com as suas “Minas Gerais”, eu diria que a nossa Beagá são muitas e merecem muitos textos. Assim como fiz o texto de outra coisa que surgiu aqui ( Copo Lagoinha(2) ), muitos outros virão.
Anteriormente, no texto de 125 anos(3), fiz duras críticas sobre o descaso do belo-horizontino com a história da nossa Beagá, nada mudou.
Lugar melhor não há, parabéns, Beagá !!!
Estamos tentando mudar o mundo moderno das redes sociais, e “Amanhã tem mais …“
P. S.
(*) Na condição de belo-horizontino raiz, quando ouço alguém dizer “belzonte”, o meu sangue talha, #taoquei? Adicionalmente, todo belo-horizontino deve rejeitar e criticar textos de “forasteiros” sobre a cidade, inclusive na mídia tradicional. Sejam, literalmente, ultracrepidários(4). Outra observação, peçam a qualquer plataforma de IA (Bing, Bard etc.) para escrever um texto sobre BH e as curiosidades que citei. É provável que os absurdos da mídia contaminaram as plataformas de criação de textos. R.I.P. IA !
(1) “A gentrificação e Os do Barro Preto”
(2) “Meu nome: Copo Lagoinha”
(3) “125 anos – Parabéns, Beagá !!!”
(4) “Entre sem bater – Apeles de Kos – O Ultracrepidário“
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Imagem: Entre sem Bater – César Menotti e Fabiano – Nossa Beagá
Nota do Autor
Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.
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