Erros de Empreendedores Principiantes

Principiantes = Empreendedores despreparados

Empreendedores Despreparados

A ideia desta série de textos com este tema é apresentar situações que todo empreendedor ou candidato a patrão deveria parar e pensar, antes de sair culpando os outros pelas dificuldades de um negócio próprio. Não existe ninguém que tenha nascido “pronto”, aliás esta ironia é típica de quem é portador de idiotia crônica. Desse modo, os principiantes no mundo dos empreendedores deveriam prestar atenção em algumas recomendações e evitar erros crassos.

Principiantes

Deixar a carteira de trabalho para trás e empreender ou virar patrão exige muito mais do que conhecimento do ramo. Aliás, a maioria dos que se aventuram no mundo do patronato se dão mal na atividade que julgam conhecer. Quem se dispõe a aprender são principiantes em essência. Portanto, devem entender o que é gestão, e depois devem assimilar a natureza das Ciências Administrativas. Assim sendo, aumentam sobremaneira as chances de não naufragar logo no início de seus negócios.

Erros de Principiantes

Relacionamos aqui dez erros capitais que empreendedores principiantes cometem. Não tem nada de novo, mesmo porque até se a empresa já existe quando faz um projeto novo, comete alguns destes erros. Na condução de qualquer projeto, um erro destes, dependendo da dimensão, com toda a certeza, pode destruir o projeto e até comprometer a saúde da empresa.

Esses dez erros devem ser entendidos como mais abrangentes do que aquilo que aqui descrevemos, e variam dependendo da importância que apresentam no contexto de cada projeto. Existem ferramentas como “Análise SWOT” que, acima de tudo, servem para mitigar a possibilidade destes erros de maneira consistente.

Vamos a eles:

1. Criar um projeto mirabolante

Seja para o pequeno empreendedor ou para uma empresa estabelecida, ideias mirabolantes devem ser vistas com cuidado, especialmente se partiu da cabeça de um jovem entusiasmado. É provável que 99% dos negócios novos que alguém imagina, já tenham sido criados, alguns dando certo e outros errado. Projetos disruptivos e mirabolantes exigem elevado grau de pesquisa, desenvolvimento ( P&D ) e planejamento.

2. Ser atraídos pelas projeções financeiras

Não existe mágica. Nenhum projeto novo, legal e ético, dá retorno fantástico no início e segue as projeções e margens de lucro de gestores otimistas. Com toda a certeza, as startups que surgem e que somem rapidamente estão aí para não me deixar mentir. No texto ” Receitas e Despesas e os Empreendedores Despreparados ” apresentamos uma pálida ideia do tamanho da encrenca. Surpreendentemente, constatamos que raros são os principiantes que dominam uma simples planilha eletrônica ou que mostram ignorância e pedem ajuda.

3. Desconsiderar a concorrência

Este erro é mortal uma vez que não existe nenhum negócio do mundo que seja único e ninguém tenha que negligenciar a capacidade da concorrência. Costumo fazer a seguinte pergunta, quando alguém pede consultoria organizacional: “Quem são seus concorrentes?”. Quando a resposta é “não tenho concorrentes” tenho a certeza de que se trata de um sonhador ou em outras palavras, um principiante sem-noção.

4. Não fazer piloto ou testar conceito

Com a profusão de simuladores que a tecnologia provê, alguém pensar que para executar um projeto tem que “pegar e fazer“, é uma demonstração de inexperiência na gestão de projetos e conhecimento do negócio. Não ter um projeto-piloto e gente experiente na equipe ou empreendimento é, de fato, meio caminho para o fracasso.

5. Não detalhar etapas e atividades

Já ouvi de gente experiente, daqueles que bate no peito e diz: “já implementei mais de três empreendimentos semelhantes…” e que deixa detalhes ou atividades importantes para depois. A ideia pode ser boa, aliás, pode ser ótima, mas pode não resistir a cinco perguntas “destruidoras” de possíveis clientes ou fornecedores.

6. Negligenciar os recursos humanos

Deixar para pensar na quantidade de pessoas necessárias para operar o negócio, na quantidade de pessoas e habilitações essenciais para conduzir o projeto, esquecer de pessoal necessário à infraestrutura de apoio é pedir para improvisar no início do projeto. Pensar em terceirizar é factível, mas antes do projeto entrar em produção.

7. Avaliar enquadramento tributário e de despesas fixas

Quando se imagina a criação de um empreendimento, a última atividade que um novato se preocupa é com o suporte de um economista, contador, advogado, tributarista, administrador. Cada empreendedor tem a convicção de que não precisa de nenhum destes profissionais. Ou que precisa do contador somente para abrir a empresa; enquadrar a empresa na atividade apropriada e definir possibilidade de tributação é preliminar e vital.

8. Análise de viabilidade

Seja um projeto ou empreendimento, é necessário um estudo de viabilidade técnica e econômica, mesmo que o dono da ideia, empresa, projeto diga que vai bancar e que recursos não faltam. Nem sempre empreendedores e financiadores mecenas sabem do que estão falando. Ter a perspectiva de todas as despesas e possibilidades de receitas mesmo numa pequena e simples planilha é crucial.

9. Abrir mão de Plano B

Esta é fácil. Quem tem dois tem um, quem tem um não tem nenhum. Todo projeto e empreendimento no qual sou consultor, a pergunta recorrente para subprojetos ou atividades é “qual o Plano B?“. Não tem? A chance de fracasso ou risco de desperdício é 100%.

Sem dúvida, adoro “planos B” bem alternativos e que assustem os colaboradores, que os façam pensar e agir “fora da caixinha”. É uma chance deles trabalharem para o “plano A” dar certo. Este erro é muito comum quando patrões dão ” O Golpe da Terceirização “, rompem contrato e o empreendedor principiante fica a ver navios.

10. Não aceitar críticas e sugestões

Planos são feitos com o propósito de serem descritos, seguidos e executados. Entretanto, não ouvir “planos B” ou sugestões de melhoria e mudança, ou até mesmo críticas ácidas, é um erro grave. Críticas, geralmente, tiram empreendedores e gestores de projetos de suas “zonas de conforto“, quebram a cultura de quem está “no controle”. Se bem que, é muito comum projetos darem errado pelos gestores não pensarem nas críticas e insistirem no erro. Por isso, pontos de controle com visão de pessoas de fora do projeto são essenciais e uma excelente ajuda para principiantes na arte de empreender.

Fim de Linha

Em suma, erros de principiantes em empreendimentos ou profissionais que pensam que ao dominar a técnica dominam o negócio, é o primeiro passo ao fracasso.

Por outro lado, é assustadora a quantidade de coaches de gestão que escrevem textos em redes sociais sem experimentarem estas teorias na prática. Um destes textos me inspirou a escrever o que aqui estou colocando, o texto-inspirador foi ” a escolha do editor “, enquanto esse nem foi lido, c´est la vie.

 

Imagem: Reprodução Internet ( Autoria Desconhecida )

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

  • Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindas.
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  • Alguns textos são revisados, outros apresentam erros (inclusive ortográficos) e que vão sendo corrigidos à medida que tornam-se erros graves (inclusive históricos).
  • Algumas passagens e citações podem parecer estranhas mas fazem parte ou referem-se a textos ainda inéditos.

Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

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