Ignorância Educacional - Bettmann Archive

Ignorância educacional no Terceiro Milênio

Pandemia Tóxica

Em determinados momentos, algumas redes sociais aumentam, significativamente, sua toxicidade. Neste momento, com o início do BBB, o Twitter eleva o grau de estupidez coletiva de toda uma sociedade. Como se não bastasse, discussões sérias são relegadas a um plano subalterno. A ignorância educacional com a pandemia está mostrando requintes de crueldade que nunca presenciei. A ganância dos donos de escolas ignora, por exemplo, a saúde de seus professores, dos seus alunos e encontra em muitos país aliados de primeira hora.

Estes aliados eram ou são os mesmos que pregavam a “Escola sem Partido” ? (*)

Em suma, a educação virou um grande negócio no país, destruíram a educação pública e convenceram camadas da sociedade que podiam pagar escola particular que era bom destruir a escola pública. Desse modo, e agregando-se a servidão de muitos professores que se julgam melhores do que outros professores, chegamos até aqui.

De acordo com minhas observações, a Ignorância educacional aumenta e provoca efeitos em quem não imaginou que poderia viver uma crise sem precedentes. Por exemplo, trabalhadores de transporte escolar, pessoal auxiliar administrativo e de suporte à educação estão no limbo de toda discussão sobre trabalho e emprego pós-pandemia.

Ignorância Educacional

A ignorância educacional e cultural, o desrespeito com outros seres humanos está refletido nos “lances” editados do reality BBB. A crueldade ali apresentada pelos relatos que recebo via redes sociais e, surpreendentemente, compartilhados como se fosse alguma espécie de “conhecimento” coletivo, assustam.

Quando vejo que no exame do ENEM, o índice de ausência é recorde e o ministro da educação avalia como positiva a edição, fico mais do que preocupado. Logo após, o mesmo ministro ou seus auxiliares, ao avaliarem a experiência do ENEN “digital” como positiva, tenho a certeza que está vencendo a ignorância educacional mesmo com todas tecnologia à disposição atualmente.

Assim sendo, recebi um texto de conhecido que abomina este tipo de “entretenimento” e continua na luta por uma educação de verdade, laica e independente de déspotas de plantão no Planalto Central. O texto fazia referência àquilo que aconteceu em Chicago (EUA) quando a cidade foi assolada por uma epidemia, nos moldes da que vivemos ( COVID-19 ). Naquele momento, a poliomielite era o grande inimigo da educação, da sociedade, das pessoas que queriam bem ás outras pessoas.

Para combater o vírus, em 1937 quando ainda não existia a Vacina contra Poliomielite, foi necessário o isolamento das crianças. Em outras palavras, crianças em idade escolar, em 1937, experimentara, o Ensino à Distância (EaD), via rádio e com acompanhamento de livros.

Áulicos e, analogamente, gente despreparada mentalmente, com altas tecnologias, querem convencer a todos que:

  1. Vacina é ruim para epidemias e pandemias
  2. Criança precisa de ter aulas presenciais
  3. Professores não podem ter partido
  4. Escolas particulares podem voltar ás aulas presenciais
  5. Escolas públicas não precisam ter tratamento igualitário

É provável que esta ignorância tenha muito a ver com a servidão voluntária da maioria, a que estamos subjugados em tempos de isolamento e redes sociais rasteiras e estultas.

Ignorância Educacional Coletiva

O exemplo de Chicago, noutra pandemia, não serviu para nenhum aprendizado e, portanto, alguns pais ainda querem mandar seus filhos para a “câmara de gás”. Agradeço não ter filhos em idade escolar para ter que brigar com donos de escolas por EaD. Entretanto, mas vendo conhecidos, jornalistas, influenciadores e idiotas de plantão brigando para que seus filhos voltem a ter aulas presenciais tenho a certeza de que a ignorância não é somente educacional, é mental, cultural e social.

Tenho escrito sobre o que devemos fazer para que a educação melhore para todos. Em “Educação Pós-Pandemia” tentei destacar o papel de cada cidadão, a repercussão quase nula. Em “Professor, Educação e Conhecimento” abordei a necessidade de professor ser alguém além do “cuspe e giz” e dos males que estes professores provocam ao ignorar as tecnologias. Além disso, parece-me que os responsáveis pela educação não estão preocupados com o coletivo ou algo além de suas casas.

Enfim, perdemos de goleada ( tipo 7 a 1 ) e se não repensarmos a educação como um todo, estaremos mais ferrados ainda.

 

(*) O criador do Escola sem Partido e que recebeu a maior parte da grana pulou fora do projeto em meados de 2020. É possível que tenham conseguido a “Descontaminação e desmonopolização política e ideológica das escolas“.

P. S. Desde que a pandemia atual contaminou o planeta, a mídia estadunidense vem publicando bons textos para reflexão de pais e professores, a partir da experiência de Chicago. #FicaaDICA

 

Imagem: Bettmann Archive

Nota do Autor

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