Trabalho e TI - Pós-Pandemia

Trabalho pós-pandemia – TI e trabalho

Trabalho Pós-pandemia

Surpreendentemente, leio matéria no canal Techtudo de um articulista que provocou um sentimento de oposição ao texto e o que ele pode estar sugerindo aos leitores daquele espaço. Com o pretensioso título ” Haverá um colapso nas áreas de TI e Inovação no pós-pandemia; Entenda ! ” o articulista trata o tema de maneira bastante falaciosa. É impossível responder nas redes sociais pois existe um limite de caracteres a se escrever ou as pessoas possuem  extrema preguiça de ler além da “chamada” ou título. Todos têm pressa em tirar suas conclusões pela capa do livro. Resolvi resumir, com um título abrangente, que nem arranha a necessidade de se discutir as nuances dos profissionais de TI e trabalho no futuro.

Prolegômenos

Logo após a decretação oficial da Pandemia causada pelo SARS-CoV-2 ( ver Cronologia da ONU ) iniciei leitura e estudos relacionados aos  efeitos no ” Day After “. Um dos primeiros textos que publiquei, dentre outros, tratava do ” Trabalho Pós-Pandemia ” de uma maneira genérica, mas com ênfase no falso empreendedorismo. No texto, a questão de um monte de gente querer ser CEO de MEI e estes “empreendedores” saírem das estatísticas de desempregados, tornava o quadro de trabalho e emprego gravíssimo. Por outro lado, ampliei minhas pesquisas sobre o futuro do trabalho para algumas atribuições e funções como, por exemplo,  professores e educação à distância (EaD) – ” Ignorância Educacional no Terceiro Milênio“. A profissão ou profissionais de TI estão contemplados nos dois textos.

Venho tentando escrever de maneiras diferentes, utilizando palavras às vezes de difícil compreensão ou desconhecidas para provocar as pessoas. Tem sido em vão e as pessoas preferem o mais fácil como títulos do texto indicado do Techtudo. Definitivamente, discordo e vou continuar minha cruzada, mesmo que venha sendo “desencorajado” até por pessoas que eu imaginava que seriam aliadas.

Entenda TI e Trabalho

Com o propósito de melhorar os textos que redijo, tenho perscrutado muito sobre cada assunto que escrevo. Como se não bastasse, tento melhorar os textos, ouvir e ler as críticas inclusive quanto à forma, embora entenda que o conteúdo deva se sobrepor à forma sempre. Contudo, os resultados almejados estão muito aquém daqueles que a nossa sociedade apresenta como desejo. Profissionais de várias especialidades recebem meus textos, desde especialistas em cada assunto até completos neófitos, e as reações são lapidares. A grande massa é ignara e só quer saber do que pode dar certo e rápido.

Por isso, no texto ” Haverá um colapso … ; Entenda ! ” eu poderia fazer uma crítica, frase a frase, palavra a palavra, demonstrando as diversas falácias existentes. Seria pura perda de tempo e a incompreensão das pessoas sobre o que estou discorrendo ( a ideia e não sobre as pessoas ) mostraria ser inútil.

Enfim, todos estes parágrafos introdutórios ( quem está acostumado com microblogs como o Twitter não conseguiu chegar nem até aqui ) são apenas para mostrar minha indignação com o senso comum, “aplausos” e curtidas que estes textos recebem. Não estou fazendo ” Carta Aberta ” e muito menos dirigindo-me ao autor, estou distribuindo uma carapuça, quem quiser que pegue a sua.

TI e Trabalho no pós-Pandemia

O texto original alvo desta minha crítica começa com a seguinte chamada ” … O que era minha percepção está se mostrando realidade. Existe uma grande chance de colapso nas áreas de TI e Inovação no período pós-pandemia — e não pela falta de vagas, mas sim pela falta de mão de obra qualificada“.

Com o propósito de alertar as pessoas, o texto começa bem ao admitir que trata-se de uma percepção extemporânea ( demorou, hein? ). Entretanto, segue derrapando em ladeiras escorregadias e falaciosas. Em “… existe uma grande chance …” não apenas seria motivo para encerrar a leitura como revela que a percepção do autor está sendo bem tacanha. Qualquer que seja o ramo de atividade e conhecimento, especialmente em TI e Inovação, nada será como antes. Não tenho a menor dúvida, e provo, que TI e trabalho mudaram o mundo há muitos anos, desde a automação de bancos e outras aplicações. Em outras palavras, não é pela falta de vagas e muito menos por causa da pandemia e o que o autor chama de ” mão de obra ” qualificada, stricto sensu.

Subcelebridades

Algumas sumidades discorrem sobre ” mão de obra qualificada ” como se fossem as novas nomenclaturas ou oportunidades para que as pessoas sejam incluídas no mundo de TI e trabalho. Por exemplo, escrevi dias atrás sobre a blogueira Camila Loures e suas peripécias ao fazer fortuna. Outro exemplo absurdo foi o vídeo de Moshé Bergel, hipnoterapeuta e coach falando sobre o trabalho no pós-pandemia no seu canal no Youtube. Este povo está tirando as oportunidades de trabalho dos profissionais de TI e não tem nada a ver com estarmos qualificados ou não para o trabalho e TI no pós-pandemia.

Fala sério, hipnoterapia, influenciador digital, CEO de MEI, epistemólogo de rede social sem trabalho com mais de 28o caracteres publicados é o fim dos tempos.

#Maktub !

Pós-pandemia e apocalipse

Uma crítica que tenho resistido em aceitar é de que estou sendo muito pessimista nos meus textos. Sem dúvida, a leitura e interpretação do que escrevo depende dos parcos leitores que tenho amealhado. Se por uma lado fico feliz em verificar que um leitor compartilha qualquer texto, além de um simples “curtir”, por outro lado fico perplexo ao ver estultos me “cancelando”.

Esta cultura do ” cancelamento ” é o retrato de nossa sociedade falida em que cada personagem/perfil  ao ver algo que não lhe apraz vai “cancelando “. As redes sociais, especialmente microblogs, são o paraíso dos ignorantes e déspotas esclarecidos. Por isso, temas como BBB, fofocas e politicalha de um Presidente da República ganham audiência. Contudo, nem deveriam ser publicadas em qualquer pasquim de quinta categoria.

Frases de efeito

O texto motivador da minha opinião possui muitas frases de efeito e de pouco sentido, faz parte do modus operandi da comunicação via canais e redes sociais. Algumas frases que leio, via redes sociais, quando apresento os argumentos e a minha opinião com neste texto, me assustam, sobremaneira:

” … uma coisa é a alienação do povo outra coisa são os meus direitos …”;

“… Com os meus direitos fico preocupado. Ainda mais que é a minha vida que está em jogo … “;

“… estou trabalhando, é o que todo brasileiro deveria fazer… vamos parar com estas ideologias dos desocupados de plantão…”

Ao mesmo tempo, publico frases de efeito em minhas timelines no Facebook e Twitter, quase todos os dias, com indiretas e tentando mudar este pensamento egoísta e pouco comunitário.

Desse modo, uma frase de Montesquieu é lapidar para tudo que estamos vivenciando e o que está por vir.

Nação é o povo com a consciência, a convicção do destino comum. A comunhão de 
interesses, que se estabeleceu nela, gera a convicção do destino comum e 
engendra entre os conacionais uma SOLIDARIEDADE insubstituível, uma lealdade 
no servir inviável fora da Nação.

Apocalipse Now

Enfim, vejo que estamos vivendo o apocalipse, longe de estarmos no Século VI quando os desastres naturais e a ignorância pré-medieval provocaram mortes em níveis nunca vistos ( nem se caísse um meteoro ).

Definitivamente, aqui no Brasil, não podemos ser classificados como uma nação. Tim Maia foi profético ao dizer que ” Não pode dar certo “, pobre de direita que defende e segue esta gente que chama todos ao trabalho presencial mas fica protegido em seus bunkers e fura-fila para se vacinar é tudo que não precisamos.

Falar sobre o trabalho e TI no pós-pandemia, olhando para a pretensa e falaciosa ” qualificação da mão-de-obra ” parece-nos uma estratégia  pérfida. Talvez seja ideia de algum marqueteiro de rede social vender algum curso com certificação feita à distância.

#IMNSHO !

 

P. S. Certamente, este texto não refuta o texto supracitado, é inútil e seriam necessários muitos textos. Estarei aqui escrevendo sobre o trabalho e TI, e outras atividades, com ou sem pós-pandemia.

 

É VERDADE

Espaço destinado a verdades em Pindorama que se contar, ninguém acredita e, provavelmente, não serão notícias boas. Será feita ao menos uma indicação por texto e, eventualmente, mais de uma poderá ser publicada.

 

Imagem: Reprodução EaD São Camilo

Nota do Autor

Reitero, dentre outras, o pedido feito em muitos textos deste blog e presente na página de “Advertências“.

  • Observações, sugestões, indicações de erro e outros, uma vez que tenham o propósito de melhorar o conteúdo, são bem vindos.
  • Coloquem aqui, nos comentários ou na página do Facebook, associada a este Blog, certamente serão todos lidos e avaliados.
  • Alguns textos são revisados, outros apresentam erros (inclusive ortográficos) e que vão sendo corrigidos à medida que tornam-se erros graves (inclusive históricos).
  • Algumas passagens e citações podem parecer estranhas mas fazem parte ou referem-se a textos ainda inéditos.

Agradeço a compreensão de todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.

 

4 comments for “Trabalho pós-pandemia – TI e trabalho

  1. Romarol
    15/04/2021 at 11:00

    …Definitivamente, aqui no Brasil, não podemos ser classificados como uma nação…

    Você não está sozinho nesse pensamento. Um grande amigo diz que é questão de tempo o Brasil ser dividido em várias partes.

    • 15/04/2021 at 11:06

      Particularmente , não acredito na divisão como podemos imaginar. Vivemos muitos Brasis, as oligarquias não querem dividir pois brigariam entre si… já pensou o agronegócio de Goiás brigando com o agronegócio do Sul “maravilha”. No projeto de poder deles a divisão não faz parte.
      P.S. Obrigado pela correção… tem passado muita coisa. RSRS

  2. Romarol
    15/04/2021 at 11:03

    A sociedade brasileira tende à ceder à uma força inercial que prioriza o status quo… é a história da estrutura da dominação social no Brasil. Como diria Paulo Freire, o sonho do dominado é entrar para o grupo dos dominantes. Isso explica pobre ser direita.

    • 15/04/2021 at 11:07

      Não sei se “explica”… sou mais (como já escrevi) a teoria tipo “Síndrome de Estocolmo”. Tenho visto alguns documentários e séries que tratam do assunto em sociedades fora do Brasil. Parece que não é exclusividade “nossa”.

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