Entre sem Bater
Este é um texto da série “Entre sem bater” ( ← Uma leitura, acima de tudo, “obrigatória” ). A cada texto, uma frase, citação ou similar, que nos levem a refletir. É provável que muitas destas frases sejam do conhecimento dos leitores, mas deixaremos que cada um se aproprie delas. Entretanto, algumas frases e seus autores podem surpreender a maioria dos leitores. George Orwell esteve em várias guerras, reais e imaginárias(*), desse modo, entende de “Propaganda de Guerra“.
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As frases com publicação aqui têm as mais diversas origens. Com toda a certeza, algumas delas estarão com autoria errada e sem autor com definição. Assim sendo, contamos com a colaboração de todos de boa vontade, para indicar as correções.
Na maioria dos casos, são frases provocativas e que, surpreendentemente, nos dizem muito em nosso cotidiano. Quando for uma palavra somente, traremos sua definição. Por isso, em caso de termos ou expressões peculiares, oferecemos uma versão particular. Os comentários em todas as redes sociais podem ter suas respostas em cada rede e/ou com reprodução neste Blog.
George Orwell
Orwell tem uma história curiosa e com facetas inimagináveis. Surpreendentemente, não se chamava George, não tinha sobrenome Orwell, nasceu na Índia e travou batalhas inimagináveis. A frase-tema original encontra-se na sua obra “Homenagem à Catalunha” e tem uma tradução que remete a “Propaganda de Guerra”. O ensaísta estará presente nesta trilha porque tem muito a contribuir, nestes tempos de redes sociais rasteiras.
Eric Arthur Blair (25 de junho de 1903 – 21 de janeiro de 1950), era mais conhecido por seu pseudônimo George Orwell. Foi um romancista, ensaísta, jornalista e crítico inglês. Seu trabalho é caracterizado por prosa lúcida, crítica social, oposição ao totalitarismo e apoio ao socialismo democrático. Orwell produziu crítica literária, poesia, ficção e jornalismo polêmico. Sua novela alegórica Animal Farm (1945) e seu romance distópico Nineteen Eighty-Four (1949) são referência mundial. Escreveu The Road to Wigan Pier (1937), documentando sua experiência de vida da classe trabalhadora no norte industrial da Inglaterra. Bem como Homage to Catalonia (1938), um relato de suas experiências como soldado da facção republicana de a Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Ambas as obras, da categoria não-ficção, são tão respeitadas pela crítica quanto seus ensaios sobre política, literatura, língua e cultura.
Fonte: Wikipedia (Inglês)
Propaganda de Guerra
É fato, em muitas guerras, que existe muita gritaria, muitas mentiras e muito ódio, por vários motivos. Entretanto, é notório que o ódio não vem das pessoas que estão lutando, mas dos que lucram com a guerra.
Muitas pessoas não lutam mas vociferam como que o inimigo fosse real e o estivesse ameaçando. Tivemos duas grandes guerras mundiais que causaram milhões de mortes. É provável que alguém defenda a ideia de que a guerra faz avançar a ciência e tecnologia. Após a Segunda Grande Guerra, a humanidade viveu um período da Guerra Fria, sempre com mortes de quem queria a paz.
O mundo mudou e pequenas guerras pipocam todos os dias no planeta, desde então. Os motivos e a gritaria são os mais diversos possíveis, poder, religião, petróleo, enfim, qualquer coisa que um quer tomar do outro. As nações utilizam, cada um por seu interesse, da propaganda de guerra.

Desse modo, numa guerra, são poucos a lutarem pela paz, e muitos lutando pela guerra, sem por os pezinhos no campo de batalha.
Rússia x Ucrânia
Em primeiro lugar, na condição de humanista, sou contra qualquer guerra. E sou, igualmente, defensor de que cada nação resolva seus problemas internos, sem intervenção de quem quer que seja. Desta forma, acredito que se os irmãos conacionais não conseguem resolver suas diferenças, nenhuma outra nação conseguirá ajudar. Portanto, se não for para ajudar pela paz, pelo menos não atrapalhem.
No caso da guerra entre Rússia e Ucrânia, a propaganda de guerra ultrapassou fronteiras e ganhou versões completamente sem sentido. E, como se não bastasse, todos no planeta transformaram-se em especialistas de relações internacionais.
As pessoas não sabem nem onde fica a Ucrânia, deve achar que a Rússia ainda é a URSS, e conhecem pouco da história daquelas nações. Mas nada que os “expertos” não saibam via Google e através das fake news de certos perfis que mais se parecer com Tullius Détritus(1).
Infelizmente, todos os que se arvoram e querem a paz, serão “personae non gratae” aos “deuses” da guerra. E, atualmente, as narrativas sobre a guerra e posições pouco louváveis vão ganhando terreno. Os Estados Unidos, do outro lado do planeta, fornece armas para a Ucrânia, que nem deveriam estar numa linha de produção. Desse modo, restará à Rússia responder à altura ou piorar a situação que perdura.
Em suma, somente os tolos ainda acreditam que existe algum país bonzinho nesta história de guerra e suas narrativas. O que Orwell denominou como gritaria e mentiras são a origem do ódio daqueles que falam muito, mas não vão ao campo de batalha. A menos que a presença no campo de luta seja para fazer alguma propaganda de guerra para o futuro.
(1) “Tullius Détritus – Wikipedia”
(*) As guerras de George Orwell não se misturam com a ficção “Guerra dos Mundos” de George Wells ( H. G. Wells )
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Imagem: Entre sem bater – George Orwell- Propaganda de Guerra
Nota do Autor
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Agradeço a todos e compreendo os que acham que escrevo coisas difíceis de entender, é parte do “jogo”.